Análise: A anatomia do golo de FC Porto e Sporting

Duelo da primeira volta terminou com três golos
Duelo da primeira volta terminou com três golosFC Porto

A 21.ª jornada fica marcada pelo clássico entre o FC Porto e Sporting, no estádio do Dragão. O melhor ataque do campeonato encontra a melhor defesa num duelo onde são esperados golos.

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Os clássicos entre FC Porto e Sporting são sinónimo de golos. Nos últimos 10 anos só existiram quatro nulos, o último em 2021, pelo que na 21.ª jornada quase de certeza que pelo menos uma das equipas irá festejar no final dos 90 minutos.

Perante este cenário, o Flashscore foi analisar, com recurso às ferramentas da Opta, como FC Porto e Sporting têm marcado nesta Liga Portugal para perceber de onde é mais provável surgir o perigo na noite de segunda-feira.

Leão canhoto

Com a quantidade de canhotos que proliferam na equipa de Rui Borges, não é de admirar a quantidade de golos marcados com o pé esquerdo. Os leões somam 20 desta forma, mais oito que o FC Porto (12).

Nas restantes divisões, as duas equipas estão equilibradas. O FC Porto (23) tem mais um que o Sporting (22) de pé direito, enquanto os leões (9) levam ligeira vantagem em relação aos dragões (5) de cabeça.

Líder eficaz

Pese embora o facto de ter menos golos marcados que o Sporting, o FC Porto é mais eficaz na hora de converter. Os azuis e brancos conseguiram criar 43 grandes oportunidades e concretizaram 54,1% delas.  O Sporting criou 59 grandes oportunidades, mas converteu apenas 41,3% das mesmas.

As duas equipas não são adeptas a rematar de fora da área, com cinco golos cada marcado através de disparos de longe. A grande maioria dos golos foi apontado dentro da área adversária, o normal para dois conjuntos habituados a dominar a grande maioria dos jogos na Liga Portugal.

Laboratório do Dragão

A perícia do FC Porto nos lances de bola parada é reconhecida e isso fica evidente nos números. Os dragões conseguiram 39% dos golos marcados através de bola parada, sendo que 21,9% destes foram através de cantos, onde Gabri Veiga é uma arma na hora de bater na bola.

Em contraste, o Sporting fez 25,9% dos golos de bola parada, mas com apenas 13% deles a surgirem de cantos. Uma curiosidade é que os leões já marcaram de livre indireto, algo que o FC Porto não conseguiu.

De resto, ambas as equipas ainda estão por celebrar um livre direto. No que toca aos penáltis, o FC Porto concretizou seis, enquanto o Sporting apontou três.

Sair forte do balneário vs terminar bem

Dividindo um jogo de futebol em períodos de 15 minutos, é possível notar um padrão na altura de marcar golos de FC Porto e Sporting.

Os dragões regressam muito bem do balneário e marcaram a grande maioria dos tentos no período que vai dos 45 aos 75 minutos. 10 deles foram nos primeiros 15 minutos após o intervalo, oito entre os 60’ e os 75’, ou seja, 18 dos 41 tentos foram apontados durante este intervalo.

Por sua vez, o Sporting tem uma tendência para finalizar bem ambas as partes. Feitas as contas, os leões marcaram 28 golos nos últimos 15 minutos de cada metade e de forma igual: 14 entre os 30’ e os 45’, 14 entre os 75’ e os 90’.

A radiografia está feita, resta perceber se FC Porto e Sporting vão respeitar o padrão ou quebrar a norma num clássico que tem tudo para ser decisivo na luta pelo título.

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