Recorde as incidências da partida
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, mudou três peças em relação ao onze que perdeu com o Casa Pia (2-1), com Jakub Kiwior, Alberto Costa e Victor Froholdt nos lugares de Thiago Silva, Francisco Moura e Pablo Rosario, destacando-se ainda as estreias dos reforços Moffi e Fofana no banco. Do lado do Sporting, Rui Borges apostou em Morita no meio-campo, ao lado de Hjulmand, sendo que em relação à última jornada, diante do Nacional, as novidades foram Gonçalo Inácio, Hjulmand e Trincão nos lugares de Eduardo Quaresma, João Simões e Luís Guilherme.

Tabuleiro de xadrez
O Sporting saiu com a bola e com Pedro Gonçalves atrás de Luis Suárez, com Francisco Trincão a começar na esquerda e Geny Catamo à direita. A verdade é que o relvado do Dragão mais parecia um tabuleiro de xadrez, com as riscas horizontais verdes encaixadas nas riscas verticais azuis, numa partida feita de passes curtos, por vezes errados, e sem vistas largas para as balizas.
Foi preciso esperar até aos 9 minutos para a primeira peça do tabuleiro ser movida, quando Alberto Costa tentou dominar de costas, Pedro Gonçalves ganhou o lance e Bednarek surgiu, qual bombeiro, aliviando para canto. Luis Suárez era o rei, Pote, Trincão e Catamo os cavalos, sempre em constante mutação, tentando baralhar a última linha do tabuleiro de Farioli.
Time out aos 12 minutos
Aos 12' Diogo Costa pediu assistência, para o primeiro timeout de Farioli, tentando ajustar as peças do FC Porto perante a pressão alta e individualizada do Sporting. Do lado azul e branco, Samu era a torre, recebendo de costas para a baliza, tentando tabelar sobretudo com Alan Varela e Gabri Veiga.

Tabuleiro virou chapa quente
Aos 17 minutos, depois de um ataque do Sporting, com Bednarek a cortar sobre Pedro Gonçalves, Pepê saiu disparado para o contra-ataque até cair na área, em lance com Maxi Araújo, que Luís Godinho mandou seguir.
Aos 20' surgiu o primeiro remate do FC Porto, com uma subida de Kiwior a fazer o desequilíbrio, que resultou num remate frontal de Alan Varela, ao lado. Respondeu o Sporting, aos 24', com Geny Catamo a ganhar a Martim Fernandes mas com o remate a sair muito torto, sem perigo para Diogo Costa. À meia hora foi Pedro Gonçalves a desmarcar Fresneda, mas o cruzamento saiu igualmente sem sustos para o guarda-redes do FC Porto.

Depois do nevoeiro, "outro" fumo
Aos 33 minutos Diogo Costa levantou os braços e rapidamente Luís Godinho parou o jogo, perante o festival de tochas na bancada atrás da baliza, onde estão os Super Dragões, que criou uma autêntica cortina de fumo no Estádio do Dragão. "Jogo em risco de ser interrompido por utilização de artefactos pirotecnicos. Apelamos a que cessem de imediato este comportamento", podia ler-se nos ecrãs do estádio.
O "susto" de Samu
Cinco minutos depois o Clássico foi retomado, e aos 38' Alberto Costa tentou a sorte, com um remate que saiu muito ao lado. Aos 41', num lance com Maxi Araújo, Samu ficou agarrado à coxa direita, e Deniz Gul partiu para aquecimento, mas o avançado espanhol recuperou e continuou em campo após assistência médica.
Com tantas paragens, o Clássico teve mais sete minutos de compensação, e aos 45+3' o Sporting criou perigo, num lance em que Maxi Araújo cruzou e Martim Fernandes, com um corte crucial, impediu que Geny Catamo visasse a baliza de Diogo Costa. Aos 45+5', de livre, Gabri Veiga bateu muito mal, com a bola a cruzar toda a área e a sair pela linha de fundo.

Samu saiu mesmo
A segunda parte arrancou com Deniz Gul no lugar de Samu, depois das evidentes queixas do avançado espanhol, por duas vezes, durante os primeiros 45 minutos. Logo aos 47' Bednarek cedeu canto perante iniciativa de Pedro Gonçalves, a que se seguiu outros dois, aos 49', igualmente sem perigo para a baliza de Diogo Costa.
Aos 51 minutos Pepê, em boa posição, perdeu tempo de remate e acabou por chutar no pé de Hjulmand, dentro da área do Sporting, antes de Geny Catamo, num lance com Kiwior, forçar nova paragem na partida, para assistência médica, aos 54'. Aos 58' foi Fresneda a ganhar espaço, a avançar e a rematar, de pé esquerdo, para defesa fácil de Diogo Costa.
Segunda lesão e eis Fofana
Qual jogo de andebol, as duas equipas moviam-se em bloco, sem nunca abrir brechas nas transições, com Borja Sainz, em cima da hora de jogo, a ganhar um canto para o FC Porto, com o cruzamento a ser desviado por Trincão. Do lance de bola parada não resultou perigo, e aos 61 minutos Kiwior caiu no relvado, com queixas, levando Farioli a adiar as substituições, acrescentando Thiago Silva às entradas de Rodrigo Mora e do reforço Fofana, para os lugares de Gabri Veiga e Borja Sainz.
Aos 68 minutos, tal como tinha sucedido com Diogo Costa, na primeira parte, foi Rui Silva a pedir assistência, recuperando para a partida, e aos 72 minutos apenas uma peça se moveu, com Froholdt a derivar para a direita e a cruzar, com Fofana a rematar contra Hjulmand.
Reforço à séria
Aos 76 minutos surgiu o golo do FC Porto: Froholdt rematou contra Gonçalo Inácio, depois Rodrigo Mora cruzou para remate de Alberto Costa e, já depois de Deniz Gul também atirar contra Fresneda, Fofana surgiu na sobra para, de pé direito, fuzilar a baliza de Rui Silva, apontando o 1-0 na estreia oficial de dragão ao peito.
O Sporting reclamou uma falta no lance do golo mas, após ouvir o VAR, Luís Godinho validou o 1-0 e mostrou amarelo a Hjulmand por protestos. Rui Borges, que preparava as entradas de João Simões e Luís Guilherme, optou apenas pelo reforço brasileiro, tirando o amarelado Morita.
O leão tentou reagir e, aos 82 minutos, Trincão, da direita, rematou em arco, a rasar o poste da baliza de Diogo Costa. Aos 83 minutos Martim Fernandes e Geny Catamo esgotaram a bateria num duelo, com Rui Borges a lançar Faye e Daniel Bragança, nos lugares do moçambicano e de Pedro Gonçalves. Do lado do FC Porto, Francisco Moura ocupou o lugar de Martim, à esquerda da defesa portista.
Aos 89 minutos Luís Guilherme rematou por cima da baliza de Diogo Costa, sem perigo, numa altura em que o Sporting apostou todas as fichas, qual jogo de póquer, para tentar levar pontos do Dragão. Aos 90' Rodrigo Mora cortou perante Hjulmand, para canto. O Clássico teve ainda mais oito minutos de compensação, onde aos 90+3' o caldo quase entornou, com Maxi Araújo e Deniz Gul a verem os cartões amarelos. No meio da confusão, os cones e as bolas ao redor do relvado desapareceram, num truque de magia que se dispensava na reta final de Clássico, que ainda traria muito mais emoção.
Leão acreditou e tirou frutos nos descontos
Já depois de Alan Varela, aos 90+7 minutos, ter feito de Diogo Costa, negando o golo a Hjulmand, aos 90+8' Fresneda surgiu à direita para cruzar e Francisco Moura cortar com o braço. Luís Godinho apontou para a marca de grande penalidade e, aos 90+10', Luis Suárez atirou, Diogo Costa defendeu e, na recarga, o avançado colombiano resgatou um ponto para o leão.
Num autêntico jogo de xadrez, Francesco Farioli recorreu mesmo ao póquer, sacando o trunfo Seko Fofana, mas Rui Borges teve o ás de trunfo de sempre, Luis Suárez, para levar um ponto do Clássico.

Homem do jogo Flashscore: Bednarek (FC Porto)

