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A derrota no terreno do Estoril (3-1) na última jornada travou uma série de três triunfos aos barcelenses, que apresentaram Marvin Elimbi, Facundo Cáseres, Agustín Moreira e Héctor Hernández como novidades no onze. Gustavo Varela, cedido pelas águias, estava fora da ficha. Por seu lado, José Mourinho, de volta ao banco, promoveu o regresso do muito falado Prestianni, por Richard Ríos, e deixou Tomás Araújo no banco para permitir a titularidade de António Silva, que fez o seu 100.º jogo no campeonato.

Com casa cheia e bom ambiente, o jogo começou com um sério aviso de Agustín Moreira, que aproveitou a passividade benfiquista para testar a meia distância e esquentar as mãos de Trubin. Por seu lado, o Benfica tentava crescer com bola, mas a pressão alta dos gilistas estava a complicar a tarefa. Só perto dos 20 minutos é que os visitantes visaram a baliza contrária, com Pavlidis a cruzar para o remate de primeira de Rafa, que Lucão defendeu com uma grande defesa de recurso.
Depois de uma fase morna, com muitos duelos e as duas equipas confortáveis no plano defensivo, os criativos encarnados começaram a aparecer: primeiro foi Schjelderup a estender a passadeira a Dahl, que rematou de ângulo apertado contra Lucão, depois houve um grande esforço de Prestianni a cruzar para cabeceamento do colega nórdico que levava selo de golo, mas Zé Carlos bloqueou no momento certo. Na sequência do canto, António Silva leu a trajetória do cruzamento de Aursnes, elevou-se ao segundo poste e cabeceou, com a confusão entre Pavlidis e Elimbi a enganar o guarda-redes. Depois de atribuir o golo ao avançado grego, a Liga retificou a informação e atibuiu o remate certeiro ao defesa central.
Logo após tento inaugural, Pavlidis ficou muito perto de elevar a contagem com um desvio de peito à barra. As águias foram deixando o tempo correr até ao intervalo, o que levou a uma discussão algo acesa entre Dedic e César Peixoto.

Apesar de voltar para a segunda parte sem alterações, os alarmes soaram rapidamente no Benfica com a saída por lesão de Aursnes, rendido por Barrenechea, numa altura em que os gilistas cresciam e ameaçavam Trubin. Logo após a saída do norueguês, o Gil Vicente aproveitou um lançamento lateral rápido de Luís Esteves para Santi García cruzar rasteiro ao primeiro poste e Héctor Hernández desviou subtilmente ao primeiro poste, enganando Trubin que já se tinha atirado para o outro lado da baliza.
O avançado espanhol podia ter bisado logo a seguir, mas Trubin redimiu-se e travou o cabeceamento com uma grande defesa. Os encarnados estavam com dificuldade para reentrar na partida, até que Pavlidis armou um ataque rápido a solicitar Schjelderup na área, o nórdico trocou as voltas à defesa e, junto à linha de fundo, tentou um cruzamento-remate que não teve correspondência.
Depois de uma fase mais descontrolada, os treinadores recorreram aos bancos de suplentes: Joelson Fernandes e Carlos Eduardo foram cartadas de César Peixoto, enquanto Mourinho lançou Richard Ríos e promoveu o regresso de Lukébakio após longa ausência por lesão. Aos 73', Rafa descobriu Dedic completamente sozinho no lado direito, o bósnio cruzou para um pontapé escorpião falhado pelo português, mas um mau alívio de Cáseres deixou a bola nos pés de Schjelderup, que puxou para o pé esquerdo e fuzilou as redes com um remate cruzado.
Obrigado a responder, o Gil Vicente ficou perto do empate num remate venenoso de Joelson Fernandes que passou muito perto do poste, antes das últimas alterações do treinador que arriscou tudo à procura de um ponto. A insistência nos remates de longa distância quase compensou para os galos quando, no último lance de perigo, Ghislain Konan disparou do meio da rua para uma defesa complicada e atenta de Trubin, a segurar os três pontos antes do Clássico.
Melhor em campo Flashscore: Andreas Schjelderup (Benfica).

