Recorde aqui as incidências do encontro
Privado de Thiago Silva, Farioli viu-se obrigado a mexer na defesa e optou por voltar a adaptar Pablo Rosario no eixo central, trocando também Gabri Veiga por Rodrigo Mora no miolo. Por seu lado, Sotiris Silaidopoulos não podia contar com o castigado Tamble Monteiro e, por isso, Ole Pohlmann foi a escolha do grego.

Velocidade imperiosa
Os vilacondenses subiram ao relvado para tentar pôr termo a uma sequência de cinco derrotas seguidas e não demoraram muito tempo a ficar sob pressão. O líder do campeonato não tardou em assumir as despesas e procurar o golo, que só não chegou nos primeiros minutos porque Brabec fez dois cortes importantes na pequena área. Na primeira vez que o Rio Ave ultrapassou o meio-campo com a bola controlada, Vrousai teve espaço para armar um bom cruzamento, Olinho mexeu-se bem na área e cabeceou por cima da trave.
Os forasteiros ainda voltaram a ameaçar numa jogada individual de Spikic que não teve seguimento por parte dos companheiros e o FC Porto respondeu com o golo inaugural. Gabri Veiga lançou a bola para a esquerda, Brabec perdeu a corrida e não derrubou Pietuszewski, que ganhou a linha de fundo e colocou a bola na pequena área para a emenda de Froholdt. Logo a seguir, o extremo polaco não conseguiu corresponder a um bom cruzamento de Pepê.
Os dragões não se acomodaram com a vantagem e perseguiram o segundo golo, que poderia ter chegado num remate à meia volta de Gabri Veiga ao poste após uma boa jogada de Deniz Gul. Pouco depois, houve troca de papéis com o turco a aparecer e a ser derrubado na cara do guarda-redes, embora o vídeo-árbitro tenha considerado que Nikitscher tocou primeiro na bola. Na resposta, Diogo Bezerra deixou Bednarek pelo caminho e armou um cruzamento-remate que deu trabalho a Diogo Costa.
Ao intervalo, a velocidade era o elemento diferenciador: a de Pietuszewski deu origem ao primeiro golo e era a arma preferida dos rioavistas para tentar ferir a defesa contrária.

Prometer muito e cumprir o mínimo
Sem alterações no regresso dos balneários, os dragões entraram com tudo e voltaram a marcar numa bela jogada coletiva, mas o remate de Gul foi anulado por fora de jogo de oito centímetros de Pietuszewski. O assédio continuou e os portistas criaram três ocasiões claras de golo no mesmo minuto: Pepê atirou de longe e obrigou Van der Gouw a defesa apertada, Gul recuperou o esférico, ganhou a linha de fundo e serviu Froholdt que acertou no ferro e, finalmente, o cruzamento atrasado de Pepê encontrou Gabri Veiga, mas Nikitscher travou a bola em cima da linha.
Depois de sobreviver ao assalto, Silaidopoulos lançou Zoabi e João Tomé a partir do banco, ao mesmo tempo que William Gomes e Rodrigo Mora foram apostas de Francesco Farioli. Os dois recém-entrados combinaram para criar mais um lance de perigo, mas a aposta do outro lado, João Tomé, fez um grande corte para travar o cruzamento do brasileiro.
Terem Moffi foi aposta para os últimos cinco minutos, durante os quais Van der Gouw fez uma grande defesa para negar o cabeceamento de Pablo Rosario, Rodrigo Mora acertou no ferro depois de uma recuperação do avançado recém-entrado e João Tomé travou a recarga de Borja Sainz.
Melhor em campo Flashscore: Victor Froholdt (FC Porto).

