Decorridas 17 jornadas, os azuis e brancos, esta época orientados pelo italiano Francesco Farioli, somam 49 pontos, mais sete do que os leões e mais 10 do que as águias, fruto de 16 vitórias e apenas um empate, num percurso quase imaculado, em que o único deslize foi um empate, sem golos, na receção ao Benfica.
Ainda assim, a igualdade foi insuficiente para retirar solidez a uma liderança construída com regularidade, na qual a equipa portista se destacou pela capacidade de controlar jogos em diferentes contextos competitivos, impondo-se tanto em casa como fora.
Venceu nos terrenos do Sporting e do Vitória SC, logo nas rondas iniciais, superou em casa o SC Braga e goleou adversários teoricamente inferiores, revelando uma defesa consistente, que é a menos batida da prova, com apenas quatro tentos sofridos.

Nos confrontos diretos com os principais rivais, os portistas saíram reforçados com essa vitória em Alvalade (2-1), enquanto o empate frente ao Benfica não retirou maturidade competitiva, pois a equipa mostrou equilíbrio entre setores, forte capacidade de pressão e uma eficácia ofensiva constante, que rendeu 36 golos.
O Sporting, campeão em título, encerra a primeira volta no segundo lugar, com 42 pontos e apenas uma derrota, num percurso globalmente positivo, sustentado por um ataque demolidor (47 golos) e por várias exibições dominadoras, sobretudo em Alvalade, onde construiu resultados expressivos.

Por outro lado, os leões, com Rui Borges no comando, perderam pontos essencialmente nos jogos grandes e em deslocações exigentes, com empates frente a Benfica, SC Braga e Gil Vicente, além da derrota caseira com o FC Porto.
Ainda assim, o conjunto de Alvalade apresentou o melhor registo ofensivo entre os crónicos candidatos ao título, com 47 golos marcados e nove sofridos.
A equipa de Alvalade brilhou em partidas de sentido único, com goleadas (6-0) frente a Arouca ou AVS, evidenciando dinâmica ofensiva e forte pressão alta.

Fora de casa, mostrou personalidade, vencendo em Guimarães e Famalicão, enquanto, no dérbi lisboeta, saiu da Luz (1-1) com um empate que espelhou equilíbrio competitivo.
Já o Benfica conclui a primeira volta no terceiro lugar, com 39 pontos, ainda invicto, mas penalizado por um número elevado de empates (seis) que limitaram a aproximação à liderança.
A época das águias ficou marcada pela mudança de treinador no final da quinta jornada, com a saída de Bruno Lage e a entrada de José Mourinho, numa tentativa clara de relançar a equipa.

Os encarnados empataram em jogos em que eram favoritos, nomeadamente frente a Casa Pia, Rio Ave e Santa Clara, todos em casa e em que sofreram os empates já nos descontos, além dos empates com Sporting, FC Porto e SC Braga.
Após a chegada de Mourinho, registou-se maior organização defensiva e melhor controlo dos ritmos de jogo, mas sem uma melhoria significativa no número de vitórias.
Apesar disso, o Benfica apresentou momentos de qualidade, com vitórias convincentes fora de casa e uma defesa consistente.
O empate frente ao FC Porto e o dérbi equilibrado com o Sporting confirmaram competitividade nos jogos grandes, embora a equipa não tenha conseguido reduzir a diferença pontual para a liderança, fechando esta primeira ronda com 36 golos marcados e 11 sofridos.
