Reveja aqui as principais incidências da partida

Que esta é uma época histórica do Gil Vicente já ninguém dúvida. Só após 19 jornadas é que perdeu o quarto lugar para o SC Braga e mesmo assim tem os arsenalistas ainda em ponto de mira. Mas elogios também não podem faltar a um Famalicão que anda pela metade cimeira da tabela e olha para os lugares europeus como um sonho que não é assim tão impossível.
A expectativa era muita. De um lado, os homens que carregam o nome do autor da Barca do Inferno, do outro o lema "Amor de Perdição", roubado a Camilo Castelo Branco e a um dos maiores romances portugueses do século XIX.
Acabaram por prevalecer os primeiros numa partida que teve contornos teatrais para ser decida. O primeiro tempo foi animado, sem muita baliza, mas bem disputado. E foi só já perto do final do primeiro que um momento de suspense foi decisivo.
41 minutos, Santi García caído na área. Gil Vicente pedia penálti por alegada falta, Famalicão reclamava uma infração anterior. O VAR chamou o árbitro. Afinal, o cerne da questão era uma agressão de Mathias de Amorim a Santi García, quando ambos se tentavam levantar da disputa de bola. Um erro infantil que resultou num cartão vermelho direto e na marcação de um penálti, convertido por Murilo.
Em vantagem, no marcador e nos homens em campo, o Gil Vicente pegou na batuta do jogo e não mais largou o controlo. Quando Jonathan Buatu (53’) respondeu ao cruzamento de Luís Esteves, ficou a sensação de que a partida ficou decidida. O próprio Hugo Oliveira retirou Gustavo Sá e Sorriso de campo, consciente de que muito dificilmente levaria algo da partida.
Mas o pior estava para chegar nos minutos finais, quando a equipa pareceu desligar em termos defensivos e permitiu a Gustavo Varela assinar um bis (80’ e 84’) importante. Ameaçado pela chegada de Héctor Hernández e suplente de Carlos Eduardo na partida, o avançado cedido pelo Benfica marcou posição na corrida à sucessão de Pablo.
O livre de Justin de Haas foi o melhor que um Famalicão vergado conseguiu. Na jogada seguinte, Santi García (90') aproveitou uma bola perdida para disparar para o quinto golo.
Na famosa peça de Gil Vicente, cabia ao Anjo decidir quem entrava na Barca da Glória. Em Barcelos bastou um Diabo para colocar os homens do Gil Vicente rumo ao sucesso. Contas feitas, os gilistas vão dormir no quarto lugar com 34 pontos. O Famalicão é oitavo, com 29.
Homem do jogo Flashscore: Gustavo Varela (Gil Vicente)

