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Os bracarenses regressaram às vitórias – e ao quarto lugar - na última jornada, com o triunfo por 3-2 sobre o Vitória SC, enquanto os insulares não vencem há quatro jornadas seguidas e só têm um triunfo nas últimas nove.
“Sabemos que ir à Madeira traz sempre muitas dificuldades, é um jogo importante para nós, mas preparámo-nos bem durante a semana e, com energia e ambição, vamos com muita vontade de trazer os três pontos para Braga”, disse o técnico espanhol na antevisão da partida.
O treinador, que recusou ter uma reação ao sorteio desta sexta-feira da Liga Europa, que colocou os húngaros do Ferencváros como opositor dos arsenalistas nos oitavos de final, disse esperar um Nacional “intenso na pressão”, a tentar dificultar a saída de bola dos minhotos, o que obrigará a sua equipa a “fazer um jogo bom a todos os níveis e a todo o momento para conseguir a vitória”.
“Historicamente é um campo difícil. O Nacional vai querer ganhar, mas nós queremos impor-nos. Haverá momentos em que será mais o nosso tipo de jogo e outros em que a equipa tem que jogar de forma distinta”, disse.
Carlos Vicens referiu ainda a necessidade de a equipa “polir detalhes”, nomeadamente ser “capaz de ter um controlo maior sobre o jogo”, e elogiou a prestação de Diego no lado esquerdo do meio-campo diante dos vimaranenses.
“Pensei que precisávamos de um pé extra na saída com bola e ajudou-nos nesse momento e na chegada à baliza adversária, dois dos golos têm uma ação importante dele. Ele estava a entrar bem nos jogos anteriores e estamos contentes com a forma como rendeu. Tem um futuro muito brilhante no SC Braga”, disse.
Jesus Ramírez é responsável por praticamente metade dos tentos da turma madeirense no campeonato (13 em 27) e, questionado sobre a importância de anular o ponta de lança venezuelano, Carlos Vicens defendeu que esses golos são o corolário do trabalho coletivo do Nacional e que o Sporting de Braga não se pode focar em apenas um jogador.
Hornicek, Zalazar e Ricardo Horta têm sido os grandes destaques da equipa esta temporada, mas Carlos Vicens disse preferir “dar importância ao coletivo”.
“Vejo-os a treinarem com gosto e vontade e depois isso reflete-se em campo. Detetámos e potenciámos sinergias entre eles, mas não fui eu que os descobri. Estamos contentes por vê-los render e agora têm que continuar, porque temos muitos jogos pela frente”, disse.
Niakaté, Vítor Carvalho e El Ouazzani, lesionados, continuam de fora, mas Gorby está perto de regressar, revelou o treinador.
SC Braga, quarto classificado, com 42 pontos, e Nacional, 14.º, com 21, defrontam-se a partir das 18:00 de sábado, no Estádio da Madeira, jogo que será arbitrado por Diogo Rosa, da Associação de Futebol de Beja.

