Duarte Gomes diz que verdadeira profissionalização dos árbitros pode diminuir ruído

Duarte Gomes é o diretor técnico nacional de arbitragem
Duarte Gomes é o diretor técnico nacional de arbitragemFPF

O antigo árbitro Duarte Gomes, atual Diretor Técnico Nacional de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), admitiu esta sexta-feira que a verdadeira profissionalização pode diminuir o ruído no setor.

A minha primeira grande premissa é a questão da profissionalização. É que quem é profissional não é melhor porque vai ganhar mais no final do mês. É melhor porque vai dedicar mais tempo a ser melhor naquilo que faz, com mais treino, mais trabalho, mais análise de vídeo, mais preparação é igual a melhor desempenho, não há que enganar”, afiançou.

Duarte Gomes deu conta desta intenção durante o Congresso do Futebol Português, que decorre hoje e sábado, na Arena FPF, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

Durante o painel dedicado à arbitragem, no qual partilhou a discussão com o também antigo árbitro Pedro Henriques, o responsável federativo assegurou que esta verdadeira profissionalização “também vai traduzir-se numa maior responsabilização dos árbitros”.

Com este estatuto, os juízes ficam sujeitos a critérios mais exigentes, em termos éticos e deontológicos, assim como a avaliações transparentes, de acordo com Duarte Gomes.

Julgo que o futebol tem muito a ganhar com esta perceção exterior de transparência, de independência. Também passará a haver relatórios divulgados com frequência, auditorias externas e internas para, de uma forma independente, garantir que tudo o que é feito em termos de nomeações, classificações, de trabalho dos árbitros, está a ser monitorizado de uma forma constante. A própria pedagogia que se consegue fazer através dos processos de decisão, dos esclarecimentos técnicos, até poderá contribuir para o fim do ruído”, admitiu.

Para o DTN da arbitragem, este caminho deve ser feito através da criação de uma entidade externa que possa gerir o setor.

A ideia é muito benévola, aliás, como acontece já na PGMOL (Professional Game Match Official Limited), em Inglaterra, e em modelos mais ou menos semelhantes na França, na Alemanha e em Espanha, que estão também a caminhar para aí”, rematou.