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Antevisão: "Esperamos o mesmo de sempre: uma equipa com atitude, grande espírito, desejo de abordar o jogo com o pé direito. Sobre o Dragão cheio, é uma prova do espírito e da vontade dos adeptos em estar connosco para nos dar o impulso certo. Já depois do último jogo houve uma afirmação muito grande dos adeptos que estavam no estádio para virarmos a página e isso ajudou-nos a abordar esta semana com o ambiente certo. Vão desempenhar um papel fundamental connosco em todos os momentos e, da nossa parte, temos uma grande responsabilidade para aquecer o Dragão no momento certo".
Treinos após a derrota: "Foi uma boa semana, muito positiva, tivemos jogos de preparação com a equipa B, uma folga e depois construímos a nossa semana normal - que não é bem normal porque não estamos habituados a ter uma semana para preparar um jogo. Muito boa intensidade e atitude. Às vezes o tempo tornou os nossos treinos mais difíceis, mas todos abordaram a semana com o estado mental certo e precisamos de transferir isso para o jogo".

Sporting em melhor momento que o FC Porto: "Se ouvirem melhor o que o presidente (André Villas-Boas) disse, o contexto é um pouco mais articulado do que isso. Nas palavras do presidente, há acima de tudo uma declaração sobre a realidade dos dois clubes: um Sporting que vem de um bicampeonato, com experiência e orçamento de Liga dos Campeões; e nós que somos um clube em reconstrução, a trabalhar para levar o FC Porto de novo para onde merece. É aí onde estamos. Mais do que falar da forma atual, é sobre o período em que estamos.
Do outro lado, se fizermos um check de realidade, quando começamos a época a 15 de julho, todos nós assinávamos por baixo para estar na posição em que estamos: em primeiro lugar na liga, entre os top-8 da Liga Europa e na luta pela Taça de Portugal. Estamos exatamente onde queremos estar, onde merecemos estar porque todos os pontos que ganhamos foram com muito esforço de toda a gente. Já agradeci ao clube pelo trabalho feito nos dois mercados para reforçar a equipa, tornando-a sólida e compacta em todas as posições. Temos todas as ferramentas para competir nas três competições. Estamos todos alinhados sobre onde estamos, para onde vamos, como queremos ir e quem queremos ser nos próximos meses".

Moffi e Fofana: "Sobre o Seko (Fofana) e o Terem (Moffi), estão a trabalhar para chegar à melhor forma, ainda vai demorar um pouco de tempo para que cheguem ao mesmo nível dos outros, mas estão a trabalhar bem com a equipa de performance para maximizarem a oportunidade de acelerar o processo. Talvez joguem amanhã. Depende de como for o jogo, ainda vou decidir o onze e quem deve entrar".
Recuperação de Martim Fernandes: "Deixou o jogo do Casa Pia com um pequeno problema, conseguimos geri-lo bem do ponto de vista físico no início da semana, hoje tivemos a equipa completa no campo para treinar e estar no campo amanhã".

Golos sofridos nos primeiros 15 minutos: "É verdade que isso aconteceu nos últimos jogos, mas não diria que entramos mal: contra o Casa Pia tivemos quatro ou cinco remates à baliza nesse tempo, mas na primeira vez que o adversário ultrapassou o meio-campo marcou um golo. Precisamos de ter mais atenção nisso, houve outras coisas que trabalhamos esta semana para arranjar uns problemas que achamos ter, mas há coisas que acontecem em partes diferentes do jogo. Ao nível que estamos a jogar, se baixarmos um pouco a atenção, vamos sofrer uma oportunidade e a maior parte das vezes isso resulta em golo. Temos de apertar mais um pouco a nossa atenção e energia para estarmos ligados em todos os momentos - ofensivos e defensivos - que vamos ter".
Poucos golos dos extremos: "Em termos de números sim, podiam ter mais golos. Esperávamos mais golos de certas posições, mas sendo um desporto coletivo - e já disse isso muitas vezes - quando celebramos a exibição defensiva da equipa, muitas vezes o crédito vai para os defesas e esquecemos o trabalho dos avançados. No final, o mais importante é sermos capazes de criar boas oportunidades, não conceder nenhumas e quem mete a bola no fundo das redes, no final, não importa. O mais importante é criar oportunidades e não conceder. Estou muito feliz com o trabalho do Pepê e do Borja Sainz desde o início da época, estão a carregar muito peso nos ombros há muitos jogos, jogam às vezes com dificuldades físicas e dão tudo para jogar. Da minha parte, sobre estes dois rapazes, só tenho palavras de gratidão".

