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No Estádio do Dragão, o jogo entre o primeiro e o segundo tem assim uma amplitude de sete pontos, sendo que a única certeza é que, no final, os azuis e brancos serão líderes, face aos quatro pontos à maior com que partem para o clássico.
A liderança oscila, porém, entre o muito forte, novamente sete pontos à maior (58 contra 51) e vantagem no confronto direto, e o quase impercetível, se for apenas um (55 contra 54) e desvantagem numa possível igualdade pontual no final da prova.
É a diferença entre o campeonato ficar quase entregue aos portistas ou tudo voltar, praticamente, à estaca zero, com 13 jornadas por disputar e já sem confrontos diretos entre os dois candidatos ao título – o Benfica, terceiro, está demasiado longe.

O campeonato como que reabriu, para os leões, e isso era tudo o que não queriam os dragões, que chegaram a ver a possibilidade de fechar a 20.ª ronda com nove pontos à maior – quando o Sporting empatava nos descontos na receção ao Nacional e o FC Porto tinha, no dia seguinte, o jogo com o Casa Pia.
No entanto, os leões acabaram por chegar ao triunfo aos 90+6 minutos, para o quarto triunfo consecutivo a acabar – entretanto já vão em cinco (90, 90+6, 90+4, 90+6 e 117), com o 3-2 após prolongamento com o AFS, para a Taça de Portugal -, e, de forma totalmente inesperada, o líder caiu (1-2) em Rio Maior.
De repente, de potenciais nove pontos – que poderiam ascender a 12 depois do clássico -, a diferença caiu para quatro e, afinal, o tri, que o Sporting não consegue há 70 anos, como não conseguia o bis, pode ser possível.
Os dragões perderam mais pontos com o Casa Pia do que nas primeiras 19 rondas, pois só tinham cedido dois, na receção ao Benfica (0-0), e o treinador Francesco Farioli já deve ver fantasmas, depois de em 2024/25, no Ajax, ter perdido o título neerlandês, numa Eredivie que liderava com nove pontos de avanço, face ao PSV Eindhoven, a cinco rondas do fim.

Ainda assim, o FC Porto tem à mercê a redenção, já que pode colocar-se, de novo, com mais sete pontos e selar a vantagem no confronto direto, pois já ganhou por 2-1 em Alvalade, com golos do lesionado Luuk de Jong e do castigado William Gomes. Nehuén Pérez, que reduziu na própria baliza, também é baixa por lesão.
O empate, que se verificou em quatro das últimas cinco épocas, sendo exceção o 3-0 para os anfitriões em 2022/23, também se afigura com um bom resultado para os azuis e brancos, que continuariam com mais quatro pontos e asseguravam a vantagem no confronto direto, o primeiro fator de desempate.
Desta forma, só o triunfo será, realmente, um bom resultado para o Sporting, que ficará a um ponto com um triunfo por um golo de diferença e a meio se ganhar por dois e passar a prevalecer em caso de igualdade pontual no final da prova.
O leão tem, no entanto, de fazer algo que não conseguiu na primeira volta, que é somar um triunfo entre as equipas do top 5: perdeu com o FC Porto e empatou com Benfica, SC Braga e Gil Vicente.

Os dragões, por seu lado, não lograram vencer o outro clássico caseiro, sendo que o jogo também é entre um FC Porto invicto em casa (oito vitórias e um empate) e um Sporting que não perdeu fora (oito triunfos e duas igualdades).
A ronda 21 coloca igualmente frente a frente a melhor defesa, a dos dragões, com seis golos sofridos, e o melhor ataque, o dos leões, com 54 marcados, 18 dos quais pelo colombiano Luis Suárez, que, inesperadamente, pelo peso do antecessor, tem sido um substituto à altura de Viktor Gyökeres.
Quanto a baixas, Farioli lamentará, sobretudo, a de William Gomes, expulso em Rio Maior, enquanto Rui Borges também perdeu o seu suplente de luxo, neste caso por opção, já que o Sporting resolveu emprestar Alisson ao Nápoles.
O encontro entre o FC Porto e o Sporting, que fecha a 21.ª jornada da edição 2025/26 da Liga Portugal, está marcado para segunda-feira, pelas 20:45, no Estádio do Dragão, no Porto, com arbitragem de João Godinho, da AF Évora, e Tiago Martins no VAR.

