FPF pede definição urgente da distribuição das verbas de solidariedade da UEFA

FPF pede definição urgente da distribuição das verbas de solidariedade da UEFA
FPF pede definição urgente da distribuição das verbas de solidariedade da UEFALiga Portugal

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) alertou esta sexta-feira para a urgência em definir a distribuição das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA, sublinhando o impacto que mais de seis milhões de euros representam para os clubes profissionais.

A FPF alerta, tendo em conta o impacto desportivo e económico que o montante em causa representa para os clubes do futebol profissional, para a urgência na definição desta matéria, para que possa proceder à distribuição das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA da forma mais célere possível”, adianta em comunicado.

A posição da FPF surge depois de União de Leiria, Vizela e Felgueiras terem avançado com uma providência cautelar contra a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), contestando as deliberações tomadas nas recentes Assembleias Gerais, de 16 de janeiro e 06 de fevereiro.

No comunicado, a FPF lembra que não lhe compete “pronunciar-se sobre uma decisão da Assembleia Geral da LPFP, sendo apenas a intermediária” entre a UEFA e os clubes.

Cabe à FPF, por isso, “apenas instruir o processo e enviá-lo à UEFA, no cumprimento escrupuloso da circular emitida para o efeito”.

A FPF explica ainda que, desde 2024/25, a UEFA exige que 75% dos clubes da Liga Portugal aprovem a alocação de parte das verbas aos clubes da Liga 2.

Como intermediária nas relações entre as Sociedades Desportivas e a UEFA, à FPF compete apenas, como foi feito, solicitar à Liga Portugal a definição de como o montante em causa – que se estima superior a seis milhões de euros – será distribuído, e transmitir à UEFA a informação sobre quais os clubes elegíveis”, salienta.

A FPF revela também que tinha previsto aprovar hoje o mecanismo para posterior envio à UEFA, mas a ausência de indicação formal da LPFP sobre o critério de distribuição “tornou impossível qualquer decisão”.

A UEFA já informou que as verbas do mecanismo de solidariedade estarão disponíveis a partir de 27 de fevereiro, pelo que a Federação continuará a aguardar a comunicação oficial da LPFP para poder avançar.

A FPF respeitará sempre, de forma inequívoca, aquela que for a decisão que lhe seja comunicada pela Liga Portugal, não deixando, naturalmente, de acatar aquelas que forem possíveis deliberações judiciais sobre esta matéria”, é acrescentado.

Nesta última reunião magna, os clubes das competições profissionais voltaram a chumbar a proposta de distribuição do mecanismo de solidariedade da UEFA pelos clubes das duas primeiras divisões nacionais.

Na ocasião, seis das 18 sociedades desportivas da Liga Portugal opuseram-se a essa distribuição, fazendo cair a proposta, que precisava de uma maioria qualificada de, pelo menos, 75% dos clubes da Liga para ser aprovada.

Com este resultado, os clubes da Liga 2 deixam de receber, esta época, cerca de seis milhões de euros que seriam cedidos pelos clubes da Liga Portugal que não participam nas competições europeias, os quais têm direito a um bolo global de 12 milhões de euros.

Antes, em 16 de janeiro, dos 17 clubes da Liga presentes ou representados, 12 votaram a favor, quatro contra e houve uma abstenção.

Estas verbas são distribuídas através da FPF, que ainda não tem indicação da forma de distribuição do montante, que a UEFA vai disponibilizar a partir de quinta-feira.