Francesco Farioli: "Em 83 minutos houve apenas uma equipa que fez tudo para ganhar e foi o FC Porto"

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Francesco Farioli, treinador do FC Porto, no Estádio do Dragão
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, no Estádio do DragãoMANUEL FERNANDO ARAUJO / EPA / Profimedia

Leia abaixo as declarações de Francesco Farioli, treinador do FC Porto, depois do empate (1-1) diante do Sporting, no Estádio do Dragão, no Clássico que encerrou a 21.ª jornada da Liga Portugal.

Recorde as incidências da partida

Na flash interview

Clássico intenso e tático: "Foi um grande jogo, jogámos sem medo frente ao campeão. Tivemos muita intensidade. A primeira e a segunda parte foram muito positivas. Estou muito satisfeito com todos os jogadores. Claro que sofrermos um golo no final, com um penálti... é o sexto jogo seguido que o Sporting marca no último minuto. Infelizmente, não conseguimos manter a nossa baliza a zeros."

Penálti de Francisco Moura: "Castigo? É um erro. É um erro e a este nível este tipo de erros pagam-se caro. Sem arrependimentos, porque creio que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. A energia que demonstrámos durante o jogo, era isso que queríamos. Nada mais do que isto."

Faltou mais baliza? "Honestamente, a única parte do jogo em que sofremos foram os últimos minutos do jogo, onde eles foram com tudo. Nos restantes 82-83 minutos, houve apenas um líder em campo e uma equipa que fez de tudo desde o início para ganhar e essa equipa foi o FC Porto."

Contas do título: "Não gosto de fazer cálculos. O que me deixou orgulhoso foi o espírito que mostrámos hoje em campo. Fizemos de tudo para ganhar o jogo. Fomos muito bravos. Tentámos de tudo. O que o Thiago Silva disse está correto. Jogámos contra uma grande equipa e contra um grande treinador. Continuamos na corrida."

Lesões de Kiwior, Samu e Martim Fernandes: "Kiwior pareceu-me positivo, disse-me que tinha sentido algo na coxa. O Samu sentiu algo no joelho e não quis correr qualquer tipo de risco. O Martim teve novamente um problema no pé. Até ao momento, temos conseguido gerir muito bem para não termos mais lesões, mesmo com este número de jogos. Temos de continuar assim."

Na sala de imprensa

Análise à exibição do FC Porto: "Acho que a análise ao jogo é clara. Pedi à equipa para fazer uma exibição personalizada, e acho que isso foi muito claro. Pressionámos homem a homem desde o início, fizemos o nosso jogo com bola, criámos boas situações contra uma equipa que sabemos que é muito boa. Fizemos o nosso jogo. Queríamos muito vencer e isso ficou claro. Claro que nunca é positivo sofrer um golo no último lance do jogo com um erro, mas é virar a página. Agora teremos um jogo muito difícil na Madeira e a nossa cabeça tem de estar aí".

Jogo aborrecido? "Não sei se o jogo foi aborrecido, parece-me que uma equipa fez mais do que a outra para vencer. Vi uma equipa que entrou em campo para pressionar no campo todo e outra que foi muito conservadora. Claro que não há arrependimentos, a equipa fez tudo o que tinha sido pedido. Em relação ao resultado, estivemos muito perto de vencer um jogo muito importante. O Sporting volta a recuperar já nos minutos finais e nós não conseguimos manter mais uma folha limpa".

Benfica ainda está na corrida? "Isso é claro. Há três equipas a competir e a tabela diz isso mesmo."

Golo sofrido a terminar pode gerar frustração na equipa? "O resultado é algo que nunca podemos controlar totalmente. A nossa exibição sim. Jogámos contra o bicampeão português, o que poderia pedir mais à equipa? Vencer? Claro que sim, mas isto faz parte do futebol. Temos de aceitar o erro que fizemos e agora precisamos de estar preparados para o resto. O erro faz parte do jogo e agora teremos um jogo difícil na Madeira. É virar a página e olhar para o próximo jogo".

Força dos adeptos: "Os adeptos não o fazem só de semana a semana, às vezes até enchem o estádios duas vezes por semana... O apoio é inacreditável. Temos sorte em tê-los do nosso lado. Estamos a tentar o nosso melhor para que os adeptos nos apoiem. Penso que, no nosso golo, até foi o Dragão que colocou a bola dentro da baliza. Foi uma bola que sofreu uns quatro ou cinco ressaltos, e o público foi puxando e puxando. Esse 'grito' do Dragão ajudou-nos. E a equipa representa muito desse ADN do FC Porto. Essa é a razão pela qual os nossos adeptos estão connosco e nos ajudam durante mais de 90 minutos. Preciso de agradecer a paixão que dedicam à equipa".

Equipa parecia com pouca energia no final: "Pouca energia? Ah, no final... Mais do que a energia, era um momento do jogo onde o Sporting veio com tudo. Não tinham nada a perder, foi realmente a única altura em que sofremos. Acho que estamos muito bem fisicamente."

Lesões de Samu, o Kiwior e Martim Fernandes: "Veremos amanhã. Mas penso que corremos mais do que o adversário, ganhámos duelos... Esta semana falou-se muito do Kiwior. O Kiwior vem de dois anos em que não jogou muito. Esta época, jogou quase o dobro dos minutos que fez na última temporada. O histórico do jogador fala por si. Esteve oito ou nove jogos a rodar entre central e lateral, a ter vários estímulos. Hoje esteve bem e terá saído a tempo de sofrer um problema maior. Em relação ao Samu, não fiquei com a melhor sensação a ver as imagens na televisão, mas espero que não seja nada sério. Mas penso que trazer o Moffi, o Fofana... O clube fez um trabalho incrível, tomou a decisão de fortalecer a equipa e resolver quaisquer problemas. Esperamos que nada de sério aconteça com o Samu e o Martim, mas temos as ferramentas necessários para seguir em frente".

Estreia de Fofana e logo a marcar: "Não fui eu que descobri o jogador que ele é. Já foi o melhor jogador da Ligue 1. É um líder, alguém que combina o aspeto físico de topo com boas capacidades técnicas. Dá contributo ofensivo. E certamente que será um jogador-chave para nós, para nos ajudar a evoluir. Temos muitos jogos pela frente e ele, bem como todos os outros, está aqui para ajudar a equipa e o clube. Hoje esteve muito bem, teve um contributo muito importante. Agora é recarregar baterias e seguir".

Escolhas nas substituições: "Se olhar para os outros números das minhas passagens por outros clubes, os médios ofensivos vão ser sempre escolhidos para as substituições. Com o nosso estilo de jogo, os homens do meio-campo precisam de ter as pernas frescas. Isso não significa que o Gabri ou o Rodrigo não consigam fazer 90 minutos, mas quando temos dois jogadores deste nível é importante geri-los. Acho que nos 34 jogos, fiz as cinco substituições em 32 e só fiz quatro alterações em dois jogos. E se olharmos para as lesões por contacto que tivemos, acho que o Kiwior foi das únicas... As coisas estão a correr bem, até por causa dessa gestão física".

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