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Relvado de Rio Maior: "O relvado, provavelmente, não estará na melhor condição, mas, na verdade, há mais do que o relvado. Aquilo que o país está a viver deixa-nos a todos preocupados. Criou uma situação em que estamos todos com certos sentimentos. Há poucos dias, no meu país, vivemos uma experiência semelhante, especialmente, na cidade da minha mulher. Houve uma tempestade que destruiu tudo, por isso, ver pessoas sem casa, que perderam muito, que perderam a vida, é muito doloroso. Se o relvado não estiver ideal, não vai ser um problema que possamos comparar com o resto que o país está a viver."
Casa Pia antes do Sporting: "Sou muito repetitivo e repetitivo, mas o dia a dia, o jogo a jogo, é o nosso lema, a nossa maneira de trabalhar. Passámos muito tempo a preparar o Casa Pia. Recentemente, mudaram de treinador, por isso, só temos dois jogos do novo treinador. Recuámos ao período no Vizela, onde fez um trabalho fantástico. Fomos a jogos mais recentes, no Vitória, e alguns no Brasil, para tentar ter um bom panorama e estarmos preparados para possíveis adaptações. Ainda que o Casa Pia tenha um plantel construído para jogar com uma linha de três na defesa, no passado do treinador também há experiências com uma linha de quatro. Estamos preparados para possíveis variações. No último jogo, marcaram três golos nos 60 primeiros minutos, o que diz muito do impacto que tiveram. É uma equipa com velocidade na frente, forte na transição, muito física... As bolas paradas vão ser outro tópico. A maneira como entrarmos e a energia que levarmos vão ser um fator a ter em conta."
Terem Moffi: "Estamos muito contentes com a equipa, mas tal como dissemos anteriormente, estamos atentos a algumas possibilidades. O Moffi é um jogador que eu conheço muito bem, jogou contra nós na Liga Europa, quando jogámos contra o Nice. Tem características semelhantes com o Samu, mas pode acrescentar algumas variantes diferentes. Considerámos que seria importante ter mais uma solução na frente, tendo em conta as competições em que estamos inseridos. O trabalho do Presidente tem sido importante. É preciso manter o balanço do plantel e trazer sempre os melhores jogadores, dentro do que é possível, tanto em termos financeiros como em termos de equilíbrio de plantel."
Fofana fecha mercado do FC Porto? "Não posso negar que há coisas a movimentarem-se. Há, provavelmente, dois movimentos que vão acontecer, com um jogador a chegar e outro a sair. É um dos últimos dias do mercado. Percebo a pergunta, mas, hoje, a prioridade é a véspera de um jogo muito importante, contra o Casa Pia. O meu foco tem de manter-se no jogo de amanhã."

Sporting e Benfica na Liga dos Campeões: "Não me surpreende. Antes de vir, sabia que viria para um campeonato muito competitivo. Tentamos fazer o nosso trabalho de casa, para chegarmos preparados, cientes do contexto. Deparámo-nos com o que estávamos à espera. É um campeonato competitivo, com concorrentes fortes, que estão muito bem na Liga dos Campeões. As duas equipas da Liga Europa apuraram-se diretamente para os oitavos de final. O facto de ter um reconhecimento internacional só reforça o quão forte é o campeonato, o quão bons são os treinadores. Fazendo parte do futebol português, temos de estar felizes por estes resultados, que enaltecem o nível competitivo deste campeonato."
Mudança de rotinas em fevereiro: "Vai ser um mês um pouco estranho, porque a última vez que tivemos um jogo por semana foi em agosto. É uma mudança de cenário, de rotina. No papel, parece muito bom, porque vamos ter mais tempo para trabalhar e para gerir casos individuais de outra maneira, colocando as coisas no local certo, mas também temos de estar cientes que este abrandamento tem de aumentar a nossa atenção. Normalmente, quando baixamos um pouco o nível, baixa o nível de adrenalina, o que não pode acontecer. Temos de saber lutar esta reação natural, para nos mantermos atentos e maximizar estes blocos com um jogo por semana, para nos prepararmos, para trabalhar taticamente e fisicamente, para refrescar a mente e para nos prepararmos para os últimos meses, que vão ser decisivos."
Tomada de decisão é trabalho ou há sobrecarga mental? "Concordo com parte do que disse na parte final da sua questão, é verdade que houve jogos em que poderíamos ter colocado a bola mais cedo na baliza adversária e que também tivemos menos assertividade e eficácia no último passe. Mas creio que todos os jogadores têm estado muito bem desde o início, principalmente os jogadores da defesa. Espero que os jogadores que chegaram para o ataque consigam ter clarividência necessária para converter o grande número de oportunidades que temos vindo a criar ofensivamente. Mas claro, haverá sempre coisas a melhorar."
Média de 3 golos marcados por jogo pelo FC Porto: "Claro que ter jogos com mais alguns golos extra nos deixa satisfeitos. Queremos sempre marcar o maior número de golos possíveis. Ao contrário dos últimos dois jogos, é verdade que só marcámos um golo, mas também é verdade que criámos muitas oportunidades. O nosso objetivo é criar oportunidades para marcar e não conceder oportunidades de perigo aos nossos adversários. Claro que a nossa eficácia determina sempre o sucesso que temos ou não nos jogos, mas isso também depende do momento que os jogadores atravessam. Claro que queremos sempre marcar mais golos, mas para nós o mais importante é mantermo-nos no nosso caminho de crescimento. Quanto às palavras do presidente, também concordo que o mês de fevereiro será muito importante. Mas também serão os meses de março, abril e maio. O nosso foco deve estar sempre no próximo jogo, não só dos jogadores, assim como de todos aqueles que trabalham em torno da equipa. Ainda estamos no processo de atingir o nível que um clube como o FC Porto merece. Agora, cabe-nos a nós transformar os objetivos do clube em algo concreto."
Palavras de André Villas-Boas: "É claro o que disse e concordo. Concordo que fevereiro vai ser importante, mas também o serão março, abril e maio. É normal que a nossa energia esteja sempre canalizada para o próximo jogo. Penso que o trabalho do presidente, do clube e de todos os envolvidos, para tentar reduzir o fosso para os rivais, tem sido ótimo. Houve um grande esforço de todos, mas ainda estamos no processo de nos afirmarmos ao nível que o FC Porto merece. Ainda há muito por fazer, mas a avaliação tem sido positiva e importante. Agora, cabe-nos transformar a vontade do clube em exibições, começando por amanhã."
Chegar ao clássico com o Sporting com 7 pontos de vantagem: "O importante vai ser manter o ritmo e seguir em frente. Percebo a perceção de fora, de que todos estão já a olhar para 9 de fevereiro, mas a realidade é que o grande passo vai ser o de 2 de fevereiro, porque o Casa Pia vai ser um jogo difícil, num relvado difícil, contra uma equipa que jogará todas as suas cartas. É aí que está a nossa atenção. A mentalidade de olhar jogo a jogo deu-nos alguns resultados interessantes. Não vamos mudar nada em termos da seleção da equipa ou em cálculos do que é o futuro próximo, porque o mais importante é o presente, ou seja, o Casa Pia. É lá que está a nossa atenção."
