José Mourinho: "É muito difícil marcar grandes penalidades a favor do Benfica"

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José Mourinho, treinador do Benfica
José Mourinho, treinador do BenficaEDUARDO COSTA/LUSA

Leia abaixo as declarações de José Mourinho, treinador do Benfica, depois do triunfo por 1-2 diante do Santa Clara, no jogo que abriu a 22.ª jornada da Liga Portugal.

Recorde as incidências da partida

Na flash interview

Análise à partida: "Três pontos muito importantes. Precisávamos desesperadamente de pontos para olhar para cima e não para Braga e Gil Vicente. Era importante ganhar e foi o que conseguimos, com todo o mérito. Podia ter sido diferente. Acho que é muito difícil marcar penáltis a favor do Benfica. O Trubin tem uma infelicidade que abre o jogo e o Santa Clara sempre a trabalhar e procurar chegar aos minutos finais onde às vezes conseguem pontos contra o contexto do jogo."

Relvado difícil: "Vitória merecida num campo extraordinariamente difícil. Inclusive alguns jogadores do Santa Clara com quem falei, eles próprios lamentam este campo. Nem para eles é bom. Fiquei surpreendido ao saber que a responsabilidade do Santa Clara é nula porque não tem condições para melhor porque está sob controlo e domínio do governo regional. Não sou o Petit, mas como gosto do Petit, dos Açores e do Santa Clara quase que faço um apelo ao governo regional 'ponham aqui um campinho melhor. Eles merecem."

Aposta em Tomás Araújo a lateral: "Em condições normais, o ala do Santa Clara seria muito rápido. Para jogadores muito rápidos, laterais muito rápidos. Confiança total no Banjaqui, mas preferimos ir pelo Tomás. Quando preparámos o jogo, pensávamos em muita chuva e jogo muito direto, e para isso mais um homem poderoso a defender e atacar."

Queixas físicas de Tomás Araújo: "Espero que não. Pedi-lhe e ao departamento médico para aguentarem até ao intervalo. Aí pensei que tivesse de sair, mas disse que não seria necessário."

Segue-se o Real Madrid: "Alta exigência seguramente, sim, mas jogamos só a primeira parte. Na Luz não haverá Trubin a ir lá à frente. Estou muito habituado a este tipo de eliminatórias, faço isto toda a minha vida. Muitas vezes as pessoas pensam que há um resultado bom, mas digo sempre que não há nenhum resultado que seja defintivo. Saber que o que fazemos aos rei da Champions... eles estão feridos. E rei ferido é perigoso."

Na sala de imprensa

Exibição de Pavlidis: "Acho que todos tiveram a sua importância. Obviamente que fazer um golo, uma assistência e trabalhar tanto como ele trabalhou é importante e marca o nosso jogo. Mas quem esteve em campo — uns adaptaram-se melhor, outros pior — deu o que tinha a dar. Foi um jogo que, no final da primeira parte, parecia que teria uma segunda parte tranquila, mas com o 2-1 o jogo ficou aberto. O Santa Clara motivou-se, organizou-se e conseguiu levar o jogo para os minutos finais com o resultado em aberto. Depois coube-nos a nós, naquela parte final, controlar o jogo mais ofensivo deles, alguma bola parada que pudesse acontecer, e levar os pontos para casa."

Benfica tremeu para segurar a vitória? "O jogo teve momentos e objetivos diferentes. Na primeira parte conseguimos o que queríamos: marcar e tentar resolver o jogo. O 2-0 se calhar era curto, podíamos ter conseguido algo mais. Se fossem camisolas de cor diferente, seguramente que haveria penálti. O lance sobre o Barreiro é gigante e o do Prestianni, se não é gigante, é pelo menos "grandalhão". Mas para o Benfica é duro e não sei muito bem como justificar... há coisas que se continuam a não entender. Mas pronto, depois com o golo do Santa Clara, obviamente que o cariz do jogo mudou. Tentámos sempre ir à procura do terceiro golo que nos desse tranquilidade e nos deixasse fora de alguma situação fora de contexto que pudesse acontecer. Não fizemos o golo e, a partir dos últimos 10/12 minutos, mais o tempo extra, foi tempo de fechar, controlar e meter gente que nos pudesse dar frescura e mais solidez para garantirmos os pontos. Independentemente do sol, que nós em Lisboa já não vemos há umas semanas... independentemente do sol bonito que estava e da atmosfera bonita, o campo é um desastre. Não conheço outra palavra. Até os próprios jogadores do Santa Clara, com quem fui falando ao intervalo e no fim, me diziam que até para eles é um desastre. Este campo não ajuda o Santa Clara em nada. Soube depois que existe frustração dentro do próprio clube porque parece que é o Governo Regional que tem o controlo sobre isto e deixa a coisa andar contra o desejo do próprio Santa Clara. A partir de agora já não é problema meu, porque já não volto cá esta temporada, mas o Santa Clara que joga para se salvar e precisa de ganhar jogos... um clube lindo numa ilha linda merece um campo melhor para se jogar."

Relvado prejudicou o Benfica? "Prejudica todos. Houve um jogador do Santa Clara que me viu a falar com o Schjelderup sobre as botas e os pitões, porque eu tentava entender como é que ele não se aguentava de pé. O jogador do Santa Clara disse-me: "Mister, aqui com botas de borracha ou de alumínio, pitão pequeno ou grande, não há solução. Os jogadores vão sempre acabar por cair. Não se chatei com o seu jogador". Via-se perfeitamente também com o Trubin: cada vez que ele tinha de meter aqueles 100 kg num pé de apoio para jogar uma bola longa, caía sempre. Portanto, o campo é verdadeiramente difícil para se jogar. Há equipas grandes que vieram aqui e tiveram a mesma sorte com o campo, mas mais sorte com o árbitro e acabaram por sacar pontos prejudicando o Santa Clara. Hoje não, hoje o Santa Clara teve uma boa arbitragem."

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