As declarações do dirigente, à margem do primeiro Congresso do Futebol Português, em Oeiras, foram prestadas um dia depois de o organismo que lidera ter convocado as sociedades desportivas das competições profissionais para, no dia 06 de fevereiro, retomar a Assembleia Geral (AG) suspensa no dia 16 de janeiro.
Nesse dia, os clubes da Liga Portugal chumbaram a revalidação da proposta de distribuição das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA, deliberada em 27 de setembro de 2024, com quatro votos contra e uma abstenção, inutilizando os 12 votos a favor – a aprovação necessitava de 75%.
A proposta visava ratificar o modelo de distribuição, aprovado por unanimidade em AG, que permitiu aos clubes da Liga 2 receberem um valor recorde de 6,1 milhões de euros (ME) em 2024/25, distribuído de forma equitativa, ficando de fora as equipas B.
Os trabalhos então suspensos, por “questões técnicas”, podem ser retomados no dia 06 de fevereiro, às 10:00, uma hora antes de nova reunião magna extraordinária, para, segundo a convocatória, após requerimento de sociedades desportivas com mais de um terço dos votos, para discutir o método de distribuição destes montantes em 2025/26.
“A nossa interpretação era que a deliberação de 27 de setembro de 2024 seria válida para a presente época. A Federação Portuguesa de Futebol, segundo uma norma da UEFA, entendeu que era necessário um documento com esta ratificação. Houve a votação, a AG foi suspensa e, agora, os clubes pediram uma nova, para votarem algo diferente”, explicou Reinaldo Teixeira.
O presidente da LPFP disse “aguardar, com calma e serenidade, o que o que for deliberado pelos clubes”.
“Saímos disto com a certeza de que estes temas não devem ser tratados agora. Deviam ser tratados no início da época e não agora, isso reconheço e garanto que, para 2026/27, vai ser isso que vai acontecer, porque não faz sentido nenhum, o futebol precisa de calma, de paz e de transparência”, concluiu.
