Recorde as incidências da partida
Luís Pinto (treinador do Vitória SC):
“Se não tivermos atitude, tudo o resto é acessório. O que aconteceu na primeira parte, e tenho a certeza que não foi propositado, foi incapacidade, em função do último jogo (derrota em Arouca, por 3-2) e pelo significado de regressar a casa para vencer e ter um jogo bem conseguido. Queríamos muito mudar as coisas, mas no primeiro passe falhado consentimos uma oportunidade de golo e, logo depois, o Abascal lesiona-se.
Se não reagíssemos à perda, se não fizéssemos o que é inegociável, não conseguiríamos ter dado a volta. Fizemos as alterações tática (ao intervalo), mas a mudança da primeira para a segunda parte teve a ver com atitude.
A entrada na segunda parte deixa-me satisfeito, mas temos de ter a capacidade de jogar o jogo todo. Não existe falta de vontade, mas estávamos apáticos, sem conseguir reagir. Na segunda parte, reagimos muito bem e trouxemos os adeptos para o nosso lado.
(Os golos de Thiago Balieiro e de Diogo Sousa) têm a ver com o projeto que o Vitória tem e a necessidade de lançar jovens. Acabámos o jogo com uma linha defensiva em que o jogador mais velho tinha 25 anos. (O Thiago Balieiro) jogou pela segunda vez e faz uma exibição muito bem conseguida. A pressão de se jogar no Vitória existe. Jogar no Estádio D. Afonso Henriques é algo a nosso favor, mas jogar com um resultado negativo exige estaleca”.
João Nuno (treinador do Estrela da Amadora):
“Entrámos muito bem no jogo. Tivemos uma oportunidade clara para marcar e chegámos ao golo. As oportunidades do Vitória na primeira parte resultam de perdas de bola nossas na fase de construção. Tínhamos a organização defensiva bem definida, mas fomos displicentes nalgumas saídas de bola. Não me lembro de uma oportunidade do Vitória a partir de um lance construído.
Na segunda parte, o Vitória entrou muito mais pressionante e agressivo. Empurrou-nos para trás. O momento do jogo é a bola do Paulo, em que podemos fazer o 2-0. A bola vai ao poste. Na segunda parte, o Vitória foi melhor do que nós. No momento em que estamos com 10 jogadores, sofremos um golo na sequência de um canto. O Vitória merece ganhar pela reação que teve, mas a nossa primeira parte foi muito personalizada. Temos de ser mais adultos e crentes no momento de perceber o jogo.
Estamos tristes, porque tivemos a sensação de que poderíamos levar daqui pontos. Não podemos perder tantas bolas na primeira parte, sem necessidade nenhuma. E temos de defender melhor as bolas paradas, mesmo numa fase com 10 elementos (pela lesão de Lekovic, que o retirou do relvado para o lance do 1-1)."
