Cristiano Bacci (treinador do Tondela):
“Depois de três derrotas seguidas, o resultado é o mais importante. Mas temos que melhorar, temos que ter mais personalidade com bola, porque é normal e humano quando estás no fundo da tabela teres medo de errar e de fazer, mas é aí que está a chave para melhorar, senão, não conseguiremos.
É a primeira vitória depois de seis meses e por isso estou muito feliz, também porque a malta merece.
A sorte ajuda sempre, mas não existe. Isto foi trabalho, sem dúvida. Tivemos cabeça fria, respeitámos o trabalho feito e os jogadores foram impecáveis nisso. Também nas bolas paradas.
O nosso compromisso é de um grupo forte e coeso e nós hoje ganhámos por isso. Depois de três derrotas e hoje dar a volta, foi um resultado muito importante.
A nossa ideia é continuar. Temos de lutar até ao final da época e é assim que vai ser. É uma peça importante esta vitória, mas temos ainda muito trabalho pela frente.
Conto ter a mesma atitude dos meus jogadores. Quando perdem não são uma equipa fraca e quando ganham não são invencíveis. Temos muito trabalho pela frente. Estou consciente disso”.
Vasco Seabra (treinador do Arouca):
“A justiça é sempre muito difícil de falar. A verdade é que nós fomos capazes de, nos diferentes momentos do jogo, tirando a bola parada, criar condições para podermos vencer o jogo, mas temos de dar os parabéns ao Tondela, porque foi mais competente do que nós na bola parada.
Territorialmente dominámos quase sempre o jogo, criámos oportunidades de golo também, penalizamos na segunda parte, porque o volume que tivemos podíamos ter tido mais presença e criado ainda mais, reentrar no jogo, antes de o Tondela fazer o 3-1.
A primeira parte creio que foi de domínio total nosso, com muita criação de oportunidades, fragilizados em dois momentos de bola parada e temos que nos responsabilizar e temos de corrigir.
Tivemos condições para fechar o jogo, para não permitir que o Tondela nos fizesse os danos que nos fez, portanto, responsabilidade nossa e competência do Tondela.
Só conseguimos reverter as coisas quando nos focamos, trabalhamos muito e seguimos com foco no que temos de fazer. Não é talento, é uma coisa que temos de trabalhar unidos, individualmente, com responsabilidade individual, mas coletivamente sermos capazes de resolver”.
