Liga Portugal: Declarações dos treinadores após o Famalicão-Casa Pia (2-0)

Hugo Oliveira, treinador do Famalicão
Hugo Oliveira, treinador do FamalicãoJOSÉ COELHO/LUSA

Declarações dos treinadores após o jogo Famalicão-Casa Pia (2-0), que encerrou a 23.ª jornada da Liga Portugal e se realizou em Vila Nova de Famalicão.

Recorde as incidências da partida

Hugo Oliveira (treinador do Famalicão):

“O mais importante é dizer que foi uma vitória extremamente justa. Os jogos começam a ser preparados muito antes do apito inicial e este era um jogo em que tínhamos de encontrar os espaços dentro da nossa ideia de jogo. Entrámos precisamente à procura de perceber onde estavam esses espaços e se o adversário iria manter a sua estrutura habitual.

O Casa Pia é um adversário competente, sobretudo no processo defensivo. É uma equipa que não se importa de não ter bola, mas que depois é muito vertical quando a recupera. Tínhamos de perceber bem os caminhos para não corrermos o risco de sermos surpreendidos nas transições rápidas.

Começámos à procura desses caminhos, fomos encontrando e começámos a criar perigo. Uma das ferramentas que tínhamos era pressionar de forma muito agressiva a saída do adversário e foi numa dessas pressões que recuperámos a bola e fizemos o primeiro golo, que acabou por ser justo.

Na segunda parte podíamos ter tido mais bola para gerir o jogo de forma mais segura, mas sabíamos que o adversário iria subir no terreno e que iríamos encontrar espaços para matar o jogo. Foi isso que fizemos.

Foi uma vitória competente, muito tática, de uma equipa rigorosa e, na minha opinião, uma boa exibição contra um adversário muito difícil.

Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia): 

“Na primeira parte estivemos muito bem até ao golo. Criámos algumas situações e faltou-nos ser mais pacientes no momento de finalizar. Estávamos confortáveis com bola, a ligar bem o jogo interior dos médios e também o jogo exterior, principalmente nas combinações pelos corredores.

O golo surge num momento em que cometemos um erro e senti algum descontrolo nessa fase, mas a segunda parte mostrou uma equipa completamente diferente, com mais equilíbrio e mais agressiva, a obrigar o Famalicão a sair da sua zona de conforto.

Recuperámos bolas em zonas altas, criámos situações de cruzamento, de remate e tivemos ocasiões em que podíamos ter feito o golo. Arriscámos mais perto do final e desequilibrámos, mas quando jogamos contra jogadores com qualidade e deixamos espaço, eles aproveitam. O segundo golo acaba por surgir dessa forma e considero-o injusto.

A equipa nunca desistiu, agarrou-se ao jogo e mostrou a identidade que temos vindo a trabalhar. Fomos à procura do resultado até ao fim, tivemos uma bola na barra e demonstrámos caráter. Não gosto de perder, mas tenho de dar os parabéns aos jogadores pela forma como reagiram à adversidade.

O Famalicão é uma equipa muito forte, muito bem treinada e com dinâmicas consolidadas desde a época passada. Ainda assim, a nossa postura aqui mostra que estamos a crescer, a tornar-nos uma equipa mais sólida e que acredita cada vez mais nas nossas ideias.

O primeiro golo nasce de uma perda de bola nossa e o adversário aproveitou bem. Depois, no nosso melhor período, em que fomos dominantes e empurrámos o Famalicão para trás, faltou-nos marcar. Se tivéssemos feito o golo, provavelmente o jogo teria seguido outro rumo.

Ficamos tristes por não pontuar, mas a equipa tem de continuar a crescer e já pensar no próximo jogo”.

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