Recorde as incidências da partida
Luís Pinto (treinador do Vitória SC):
“O que era preciso ter feito mais? Muita coisa, exceto a segunda parte até ao golo sofrido tudo o resto foi pobre, demoraria muito a responder a isso...
Posso tentar arranjar justificações para a má entrada em jogo, a equipa perdia a bola sem oposição e de uma má receção nossa sofremos uma ocasião de golo e ficou a sensação de que estávamos sempre vulneráveis. Não sei a que se deveu essa intranquilidade e a esse enorme número de passes falhados.
(Quebra física ou mais do que isso?) Associo mais ao momento em que sofremos o golo. Estava a ser o nosso melhor período e tem mais a ver com questões mentais. O acerto voltou a ser menor e a disponibilidade física parecia menor também, mas nos primeiros minutos também não estivemos bem e não foi por cansaço. Vimo-nos na necessidade de assumir o jogo, não tivemos capacidade para o fazer e o Alverca no final tem muito mais domínio do que nós.
(Atrasa contas para lugares europeias?) Temos que nos preocupar e focar exclusivamente com o próximo jogo e competir. Temos que ter capacidade para ganhar os três pontos em cada jogo. Até ao final, os jogos serão muito disputados e exigem respostas e temos que estar focados no nosso dia-a-dia, treinar muito bem durante a semana para nos apresentarmos ao melhor nível.
Custódio Castro (treinador do Alverca):
“Entrámos muito bem na partida, na interpretação dos espaços, a ganhar a bola e nos momentos de pressão, mas é um facto que não tivemos a entrada que esperávamos na segunda parte, sofremos o golo quase na bola de saída. Depois, demorámos 10 a 15 minutos a reentrar no jogo, mas o nosso golo deu-nos confiança, crescemos e podíamos ter tirado algo mais do jogo.
É dificílimo jogar em Guimarães, o Vitória é o campeão de inverno, ganhou um título (Taça da Liga), mérito do seu treinador, que é um grande treinador, mas não saio satisfeito com o resultado. Podíamos ter tirado algo mais, os adeptos do Vitória e do Alverca não gostaram do resultado, porque queriam vencer, mas os do futebol gostaram certamente.
Três jogos seguidos a pontuar, mas seis sem ganhar? Tenho a cara sisuda por vezes, mas sou uma pessoa muito positiva e confiante e desde o início da época que o sou. Agora, olham para o Alverca e todos conhecem os jogadores e sabem do que a equipa é capaz, mas no início conheciam um ou dois jogadores. Sou sempre confiante e passo isso aos jogadores, não interessa se estamos seis jogos sem ganhar ou não, o objetivo é manter o Alverca na Liga, esse é o nosso grande propósito da época”.
