Liga Portugal: Sotiris acredita ser o homem certo para o Rio Ave, Vasco da Costa vê equipa a crescer

Momento de fair play depois de um choque entre Sotiris Silaidopoulos e Dinis Pinto
Momento de fair play depois de um choque entre Sotiris Silaidopoulos e Dinis PintoESTELA SILVA/LUSA

Declarações após o jogo Rio Ave-Moreirense (1-2), a contar para a 22.ª jornada da Liga Portugal, realizado na segunda-feira no Estádio do Rio Ave, em Vila do Conde.

Recorde aqui as incidências do encontro

Sotiris Silaidopoulos (treinador do Rio Ave):

“É um resultado injusto. Se olharmos para o jogo, penso que fomos muito melhores. Creio que dominámos a primeira parte, tivemos muitas situações para marcar, mas eles (Moreirense) conseguiram fazer um golo na primeira oportunidade que tiveram.

Tivemos uma grande reação, mostrámos caráter e personalidade e, até ao fim, lutámos para voltar ao resultado. Na segunda parte voltámos a entrar muito bem. Depois, novamente, sofremos golo na primeira vez que chegaram ao último terço. Isso afeta um pouco animicamente e a forma como reagimos. Ainda assim, o esforço, o compromisso e a energia estiveram lá e estou muito satisfeito.

(Sobre os rumores de despedimento) Tenho 100% de certeza de que sou o homem certo para tirar o Rio Ave desta situação. Isso é garantido. Estou muito focado no meu trabalho e no que posso fazer para desenvolver e melhorar a equipa.

Hoje mostrámos que temos esses elementos de melhoria, essa fome e essa vontade de ganhar jogos. A exibição, a energia, o compromisso e a forma como os jogadores reagiram numa semana difícil, como disse, foram a resposta certa para todos". 

Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):

“Até ao nosso golo tínhamos o jogo controlado, conseguimos ajustar-nos à mudança tática que o Rio Ave fez, estávamos a ser melhores e fizemos o golo, mesmo não criando muito.

Depois foi um jogo típico de uma equipa que precisa de crescer, fomos muito sobranceiros a pensar que já estava tudo ganho, começámos a perder duelos, a pedir faltas, perdemos a calma, e estava mesmo a ver-se que ia entrar um golo na nossa baliza. Felizmente só entrou um.

No intervalo tivemos de ter uma conversa e, na segunda parte, voltámos a controlar todos os momentos do jogo, tal como no início, embora nem sempre tão tranquilos. Conseguimos marcar, mas nos últimos minutos começaram a acabar as pilhas em alguns jogadores e percebemos que tínhamos de dar as mãos, defender, agarrar-nos uns aos outros para conseguir esta vitória.

Em alguns momentos tivemos sorte, mas foi algo que procurámos com uma atitude competitiva boa, que é indispensável para o nosso sucesso".

Leia a crónica e veja aqui os golos