Liga Portugal: Vasco Botelho da Costa elogia Famalicão, Hugo Oliveira gostou do "espetáculo"

Hugo Oliveira
Hugo Oliveira MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Moreirense – Famalicão (2-2), da 12.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães

Recorde aqui as incidências do encontro

Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):

“Se formos contabilizar as oportunidades, foi um bom jogo. Do ponto de vista dos índices competitivos, de concentração e de foco, ficámos um passinho atrás do Famalicão, ainda que não seja fácil ir atrás do resultado. A nossa primeira parte ficou muito aquém (do esperado). Nem sequer conseguimos ser organizados na pressão. Foi uma questão de garra, de competitividade e de sermos mais agressivos. Poderíamos ter chegado ao intervalo a perder por mais golos, embora tenhamos tido oportunidades.

A segunda parte foi diferente. Já seguimos muito mais o plano de jogo. Tivemos aproximações com muita qualidade no último terço, mas não soubemos parar como deveríamos a equipa do Famalicão. Isso também se deu por mérito da equipa do Famalicão. Foi um jogo bom para tirarmos ilações para o futuro. Se queremos mais pontos contra equipas da frente, temos de ser melhores na concentração, sem sofrer tantos golos.

Se mexesse ao intervalo do ponto de vista competitivo, teria de trocar mais jogadores (a propósito das duas substituições ao intervalo). Tivemos de respirar e de perceber que aquilo não era o que somos. As mexidas ocorreram do ponto de vista tático. Não estávamos a aproveitar as vantagens numéricas no campo.

Não me compete avaliar (se a Liga portuguesa precisa de mais jogos como este, com duas equipas ao ataque). Respeito muito todos os treinadores. Cada um tem a sua ideia e prepara a sua equipa de forma competente para ter sucesso. O nosso trabalho não é fácil. Há projetos onde não há tanta paciência, onde há mais interferência. O Moreirense joga assim, porque é o que trabalha. Acreditamos que este é o caminho, que esta é a nossa identidade. Cada clube tem a sua”.

Hugo Oliveira (treinador do Famalicão):

“O sabor (do resultado) é amargo, principalmente porque os nossos adeptos estiveram à chuva, a puxar por nós de forma intensa. Mereciam ir para casa com um sorriso mais alargado do que o do orgulho de terem uma equipa que luta pelos seus princípios. Fizemos uma primeira parte muito boa, dominadora. Fizemos um golo e poderíamos ter feito mais.

O adversário marcou um golo no início da segunda parte, mas os rapazes voltaram a ligar-se aos nossos princípios e a marcar. O adversário marcou outra vez de bola parada. Este é um adversário difícil, num estádio muito difícil de jogar. Foi um bom espetáculo. Trouxemos um futebol ligado, com olhos na baliza adversária. Merecíamos ir embora com os três pontos, mas o futebol é um jogo de números. Cada equipa marcou dois golos.

Custava-me mais (o empate) se não fôssemos fiéis aos nossos princípios de jogo. Fomos. Fomos pressionantes e construímos situações de golo. Com este jovem plantel, damos experiência aos jogadores que precisam dela. Nestes jogos, os jogadores e os treinadores cometem erros. O nosso trabalho é dar sequência a este processo de desenvolvimento.

Foi um jogo com um ritmo alto. As equipas quiseram saltar à pressão. Queremos sempre jogos dinâmicos e ritmados. Quem estava fora do campo também jogou (em alusão ao facto de ter feito apenas duas substituições). Temos outros jogadores que poderiam ter jogado. O nosso plantel vale pelo todo”.