Liga Portugal: Vasco Botelho da Costa explica expulsão, Peixoto fala em "vitória justa"

César Peixoto, treinador do Gil Vicente
César Peixoto, treinador do Gil Vicente HUGO DELGADO/LUSA

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Moreirense – Gil Vicente (1-2), da 21.ª jornada da Liga Portugal, disputado este sábado, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

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Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):

“Foram dois jogos dentro de um: houve um jogo até à expulsão (aos 39 minutos) e outro depois da expulsão. Foi um jogo fechado e muito tático. O Gil Vicente veio com uma estratégia de ser mais agressivo na pressão do que é habitual, mas contornámos isso, sem ser perigosos. Com a expulsão, o jogo muda. Tivemos grande atitude. Tentámos ter bola, mas, com o tempo, ficou difícil. Faltou ‘pilhas’ para segurar o empate.

Com menos um, era mais difícil, mas sabíamos o caminho a percorrer. Há duas oportunidades claras do Gil Vicente (para marcar), mas o resultado é inglório, fruto do nosso esforço. Dou os parabéns ao Gil Vicente e ao César Peixoto pela época que estão a fazer. Também está de parabéns o nosso grupo de trabalho. Independentemente do resultado, os nossos adeptos estarão orgulhosos do esforço.

Os jogadores jogam, o treinador treina, os dirigentes dirigem e os árbitros arbitram (a propósito da grande penalidade do Gil Vicente e dos seus protestos que originaram a expulsão). Julgo que vêm dar o seu melhor. (Na expulsão) Fiz o meu comentário sobre o jogo, mas não insultei ninguém, nem fui mal educado. Sou um bocado chato, mas não insultei com palavrões.

O desafio nesta fase em que os resultados não são positivos é usar isso como motivação. Nos bons resultados, vem a motivação, mas também o relaxamento, por vezes. Aqui, tem de haver inconformismo e resiliência".

César Peixoto (treinador do Gil Vicente):

“Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil, e foi. É uma vitória justa. O único remate enquadrado do Moreirense dá golo. Mexemos a partir do banco e fomos felizes no final. Foi uma tarde onde tudo correu bem. Conseguimos dedicar a vitória aos adeptos e somar três pontos.

A equipa não muda a forma de jogar, seja em casa ou fora. Às vezes, a bola entra, outras vezes, não. Em muitos jogos, fomos a equipa mais proativa, com mais iniciativa, mas a bola não ia entrando. Ganhámos num estádio difícil, contra uma excelente equipa, que estava próxima de nós. Para a semana, temos o Sporting de Braga, que é uma excelente equipa. Seguimos com os pés assentes no chão.

Até ao penálti, o Moreirense não tinha nenhum remate à nossa baliza. O jogo estava tático, com duas equipas organizadas, mas já estávamos a ser mais agressivos e incisivos. A segunda parte foi totalmente dominada por nós. O Moreirense marcou, mas colocámos dois avançados e empurrámos o Moreirense para a sua área na parte final.

Esta equipa ainda tem margem de crescimento. Ainda não estamos a 100%. Sei por onde é que temos de evoluir, para valorizar jogadores e criar mais-valias financeiras para o clube, como aconteceu com o Pablo e com o Andrew. Queremos fazer crescer os jogadores individualmente e lutar pelos três pontos em cada jogo. No final, fazemos as contas. Julgo que vamos terminar do meio da tabela para cima, agora, onde, ao certo, não posso dizer”.

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