Reveja aqui as principais incidências da partida

Duas equipas habituadas a olhar para a parte cimeira da tabela, Arouca e Rio Ave arrancaram a 20.ª jornada da Liga Portugal perigosamente perto da zona de descida, mas com estados de espírito diametralmente opostos.
Com duas derrotas consecutivas, seis golos sofridos e nenhum marcado, o Rio Ave apareceu completamente descaracterizado em campo, talvez o símbolo de uma política desportiva conduzida com o aporte de Evangelos Marinakis, perante um Arouca a consolidar processos e em crescimento depois de quase ter levado o campeão Sporting ao tapete.
Não é por isso de estranhar o domínio arouquense no primeiro tempo. O Rio Ave não tinha capacidade de construir jogadas, mas faltava baliza para dar corpo ao domínio forasteiro. Foi só já à saída para o intervalo que as redes balançaram, num lance que exemplifica o que foi a partida: Canto de Djouahra, Kuipers desviou ao primeiro poste, Fontán ao segundo e Tiago Esgaio (44’) concretizou. O único português em campo abriu o marcador.
No segundo tempo, a toada manteve-se. E prova de que esta não era a noite do Rio Ave foi o autogolo de Lomboto (54’) numa desesperada tentativa de evitar o festejo de Barbero. Começavam a ouvir-se os primeiros assobios nas bancadas.
Mais audíveis ficaram quando Hyun-ju Lee (67’) fez o terceiro, após mais uma bela jogada de Djouahra. Ponto final na partida, o Rio Ave estava no tapete e só já perto do final acertou no poste, no que de melhor se viu do conjunto da casa.
O apito final significou a terceira derrota consecutiva do Rio Ave, que se viu apanhado pelo Arouca no 12.º lugar, ambos com 20 pontos. O ar resignado de Sotiris Sylaidopoulos após o apito final, com os assobios audíveis das bancadas não deixam antever dias felizes em Vila do Conde.
Homem do jogo Flashscore: Djouahra (Arouca).

