Recorde aqui as incidências do encontro
Numa sequência de três vitórias seguidas com muitos golos marcados, Ian Cathro mexeu apenas na defesa devido a castigo de Kevin Boma, que deu lugar a Ferro em comparação com o triunfo sobre o Santa Clara (2-4). Já a turma de Cristiano Bacci, motivada depois do empate diante do Benfica, deixou de fora Nor Maviram para promover a entrada de Pedro Maranhão.

Inspiração igualou a apatia
Os canarinhos entraram algo apáticos na partida e os beirões não perdoaram as facilidades. Depois de uma boa jogada de Makan Aiko, Pedro Maranhão disparou de boa posição para uma espalmanda de Joel Robles que ainda levou a bola à trave. Os anfitriões escolheram ignorar o aviso e, aos 12 minutos, Rodrigo Conceição encontrou Aiko que arranjou espaço para armar um cruzamento muito traiçoeiro que Pedro Maranhão concluiu ao segundo poste.
Ainda o Estoril se tentatava levantar do golpe quando, na sequência de um pontapé de baliza, Cícero enviou a segunda bola para as costas de uma linha defensiva estática, onde apareceu Maranhão como uma bala descaído sobre a direita a rematar cruzado para bisar e fazer um surpreendente 0-2 em 16 minutos. Depois de um quarto de hora de avanço, a equipa da casa começou a acordar quando Pedro Amaral tentou a sorte de longe para defesa de Bernardo Fontes.
Perante as dificuldades da equipa, o capitão João Carvalho assumiu as despesas, fez um túnel a um adversário, entrou na área e rematou com alguma felicidade para reduzir distâncias, já que o esférico desviou num defesa antes de beijar as redes. Quatro minutos depois e os canarinhos já festejavam o empate: Pizzi levantou um canto para a pequena área, Ferro subiu ao terceiro andar e cabeceou com força sem hipóteses para Bernardo Fontes.
Depois de anulada a péssima entrada em campo, Rafik Guitane tentou fazer jus à alcunha de mágico ao bailar antes de armar um remate em arco para uma defesa incrível de Bernardo Fontes que ainda levou a bola à trave. Os tondelenses, no entanto, não esmoreceram e voltaram a ameaçar por Brayan Medina, para defesa de Robles, no último lance de perigo antes do descanso.
Criatividade esgotada
O que houve a mais na primeira parte, escasseou na segunda. O Estoril foi mandão e o Tondela confiou na disciplina para fechar espaços e explorar o contra-ataque. Guitane e Begraoui continuaram a agitar a varinha mas faltava produto final e pontaria. Do banco vieram Jandro Orellana e Peixinho para os caseiros e Hugo Félix, Siebatcheu e Van der Heide para os visitantes. O avançado estorilista que rendeu o desinspirado Marquès esteve perto de marcar com o primeiro toque na bola, mas o remate saiu ao lado depois de uma belo passe de Begraoui.
Os últimos minutos foram marcados por muita luta, mas pouca cabeça e acerto. Depois das promessas feitas na primeira parte, a verdade é que a segunda foi uma desilusão em comparação e o Tondela acabou por conseguir somar um ponto importante na luta pela manutenção. O Estoril sobe um posto para o sexto lugar, de forma provisória, com 30 pontos, enquanto os beirões continuam em penúltimo, mas reduzem a diferença para o Santa Clara para três pontos.
Melhor em campo Flashscore: Pedro Maranhão (Tondela).

