Em declarações à DAZN, Mateus Fernandes confirmou que fez força para que Luís Guilherme rumasse ao Sporting.
"Ele (Luís Guilherme) na altura falou-me do interesse do Sporting. Ficou muito entusiasmado e tentei orientá-lo em termos de casa, como é que era o dia a dia em Portugal, sobre a pressão dos adeptos e como é a Liga", revelou Mateus Fernandes.
"A Liga portuguesa é o melhor campeonato na Europa para um jovem que precise de confiança e minutos. Jogando no Sporting ou noutro dos grandes vais estar sempre com bola, com muitos momentos de finalização e ataque", acrescentou o médio formado nos leões.

"Depois, é uma língua que ele conhece, a cultura é praticamente a mesma, o balneário é fantástico e o clube tem todas as condições. Disse-lhe 'se tiveres essa oportunidade em cima da mesa, nem penses duas vezes'. Ele não pensou e agora está lá", referiu Mateus Fernandes, que trocou o Sporting pelo Southampton em 2024/2025, depois de ter estado emprestado ao Estoril, em 2023/2024.
"Tenho a certeza que quem mais beneficiava disso são os clubes ditos mais pequenos. Eu tive a sorte de ter jogado no Estoril, e eu, com a minha passagem por Inglaterra, confirmo que há jogadores que na altura no Estoril também encaixariam talvez na Liga Inglesa. Acho que a diferença é mais em termos de intensidade. Ou seja, é algo que tu também aprendes a ganhar. Trabalhas para ganhar. Não é tanto em termos técnicos ou táticos", lembrou Mateus Fernandes, que até deu um exemplo de um jogador dos canarinhos que podia jogar em Inglaterra.
"Eu trabalhei com melhores jogadores técnicos do que aqui em Inglaterra. Por exemplo, o Rafik Guitane é um jogador que eu falo hoje aos meus colegas, aqui os franceses, que toda a gente conhece. Ou seja, um jogador com muita qualidade. Um jogador que se tiver mais consistência podia estar em patamares mais elevados. Agora cabe também a ele dar essa consistência. E como nós temos vindo a ver, o Pablo chegou e obviamente que há uma grande diferença em termos de intensidade e de massa muscular e de duelos, mas ele adaptou-se rapidamente. Não foi preciso os dois ou três meses de adaptação. Ele veio, percebeu o momento da equipa, percebeu o treinador, o que é que nós precisávamos e adaptou-se rapidamente e está-nos a ajudar imenso", referiu o médio português, que não escondeu igualmente o objetivo de ir ao Mundial-2026.
“Sim, é um objetivo que eu tenho para mim e foi um dos objetivos que lancei para mim mesmo ao longo desta época, que era manter a consistência para poder estar entre os eleitos para ir ao Mundial. Acho que a nossa seleção neste momento é uma das melhores seleções do mundo, a qualidade é inegável no plantel. E portanto cabe-me a mim mostrar qualidade e consistência e que possa acrescentar à seleção. Como não vou à equipa A, nos Sub-21 tento fazer o meu trabalho. Também é um trabalho que tem sido muito positivo. Tem sido muito prestigiante ser o capitão dos Sub-21. É algo que eu nunca tinha sido na seleção. Também me dá uma estabilidade diferente, quando cheguei lá era o mais novo, agora talvez seja o mais velho e passo alguns ensinamentos aos mais novos. Portanto, eu tento olhar para as coisas positivas. Se for aos Sub-21 vou de muito bom grado, ajudar os meus colegas, e se for à Seleção A então é um sonho e não há muito que possa descrever esse momento", concluiu.

