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Com três derrotas em quatro jogos na segunda volta, a equipa da vila de Moreira de Cónegos desloca-se a Vila do Conde para defrontar um adversário que soma quatro desaires consecutivos, com 12 golos sofridos e nenhum marcado, que presenciou as saídas dos melhores marcadores, Clayton e André Luiz, para os gregos do Olympiacos, em janeiro, vivendo uma fase de adaptação às mudanças no plantel.
"(O Rio Ave) apresenta ainda incerteza sobre o que pode fazer. Temos de estar alerta. Dada a incerteza, não é um jogo fácil de preparar. Como o sistema (tático do Rio Ave) não é muito diferente de jogo para jogo, e já o defrontámos muitas vezes, isso dá-nos alguma confiança. Queremos dar uma boa resposta, com mentalidade competitiva muito forte”, disse, na antevisão ao desafio de segunda-feira.
Convencido de que os minhotos vão “conseguir transpor” a qualidade apresentada nos treinos para o encontro marcado para as 20:15, apesar das saídas no mais recente mercado de transferências terem retirado alguma “força momentânea” ao plantel, Vasco Botelho da Costa admitiu que a equipa do concelho de Guimarães tem cometido erros que custam golos sofridos.

O treinador, de 36 anos, crê que o Moreirense está no “bom caminho”, embora admita uma possível relação desses erros com a crescente juventude do onze, face às recentes escolhas dos defesas Gilberto Batista, de 22 anos, e Álvaro Martínez, de 23, e do médio Afonso Assis, de 19, para assumirem a titularidade.
“Por mais que treinemos durante a semana, o treino nunca é igual à competição, pela pressão de um jogo, pelos fatores externos. Podemo-nos preparar para um determinado cenário, mas muitas vezes precisamos de cometer erros para aprender. Acredito que isso possa ter influência, mas estamos tranquilos. São esses percalços que vão permitir que o Moreirense saia mais valorizado no futuro”, frisou.
O treinador comentou ainda o desempenho de Diogo Travassos, jogador que tanto atua a lateral como a extremo, considerado o melhor jovem de janeiro na Liga pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, tendo enaltecido a sua “facilidade em adaptar-se ao que é pedido”, uma prova de que é “bom jogador”.
“Conheço o Diogo desde miúdo. No ‘futebol de 7’ do Sporting, era avançado e marcava muitos golos. Depois foi extremo. O facto de ter feito a formação num clube grande dá-lhe bagagem para fazer aquilo que lhe é pedido. Dentro das necessidades da equipa, avaliámos como retirar os pontos fortes dele. Joga mais a extremo, mas defende muitas vezes a lateral”, analisou.
O Moreirense, nono classificado da Liga Portugal, com 30 pontos, visita o Rio Ave, 15.º, com 20, em partida agendada para segunda-feira, às 20:15, no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde, com arbitragem de Ricardo Baixinho, da associação de Lisboa.
