Em conversa com os meios do Sporting, Morita falou sobre esse momento simbólico, recordou o primeiro golo de leão ao peito, falou sobre a gastronomia portuguesa e deixou uma mensagem aos adeptos leoninos.
150 jogos de leão ao peito: "É incrível. Sabia que estava perto dos 150 jogos, mas não me tinha apercebido de que ia acontecer num jogo contra o FC Porto. Foi muito especial. Estou muito feliz, ainda para mais por termos vencido o jogo, no Estádio José Alvalade. Foi um grande dia."
Primeiras impressões quando chegou ao Sporting: "Percebi logo que era um clube enorme. Quando estava no Santa Clara, o meu objectivo era vir para este clube. E aconteceu. Lembro-me bem do primeiro dia, embora nessa altura não conseguisse falar praticamente nada em inglês. Acho que agora estou melhor."
O que significa jogar pelo Sporting: "É um prazer enorme. Estar aqui e jogar neste clube é incrível."
O primeiro golo de leão ao peito, frente ao Gil Vicente: "O Nuno (Santos) tentou rematar e acabou por me assistir. Eu só tive de tocar na bola. Fiquei muito feliz. O golo em si não foi nada de especial, mas é uma memória muito boa. Nunca vou esquecer esse dia."
O ambiente no seio da equipa: "Muitos jogadores dizem que este clube não é apenas um clube, é uma família. Eu não tenho dúvidas. Sinto isso todos os dias."
Os títulos conquistados: "O segundo campeonato foi ainda melhor do que o primeiro."
A conquista da Taça de Portugal: "Não foi um jogo fácil, nunca é quando jogamos contra o Benfica. O Estádio do Jamor é muito tradicional, tinha uma atmosfera especial e foi uma experiência diferente. Mas conseguimos ganhar a Taça. Eu nunca tinha conquistado esse troféu, por isso foi mais um momento muito especial."
As amizades no balneário: "Tenho uma boa relação com todos. Hoje, por exemplo, tenho planos para ir almoçar com o Zeno (Debast) e o Iván (Fresneda). Adoro-os e sinto-me muito confortável com eles."
A festa no Marquês de Pombal: "Para mim, o melhor momento foi quando chegámos ao Marquês. Havia muitas luzes verdes e um ambiente incrível. Mas foi uma noite muito longa e não consegui estar sempre a festejar. Sentei-me muitas vezes no chão, a absorver tudo e a aplaudir."
O que representa o Sporting: "Como já disse, este clube é uma família. Posso dizê-lo do fundo do coração. Este clube faz parte de mim."

Viver em Portugal: "Sinto-me muito confortável aqui. Já estou em Portugal há cinco ou seis anos e gosto muito de viver aqui. As pessoas são muito calorosas. Sempre que vou a um centro comercial ou a outro sítio qualquer, os sportinguistas, e até adeptos de outros clubes, vêm falar comigo e cumprimentar-me. Gosto muito das pessoas e também da comida. É tudo perfeito."
A gastronomia portuguesa: "Gosto muito de pastel de nata. Até já disse à minha mulher que, quando voltar ao Japão, talvez abra um restaurante de natas."
Pratos preferidos: "O bacalhau não é muito o meu tipo de comida, mas gosto muito de arroz de marisco e de peixe. É muito bom."
Do ténis para o futebol: "O meu irmão mais velho começou a jogar futebol e eu também acabei por mudar para este desporto. Hoje, já não jogo ténis."
Os tempos de universidade no Japão: "Estudei Direito. Mas não me façam muitas perguntas sobre a universidade… não aprendi muito. Conciliava com o futebol, lá é normal."
O anime Oliver e Benji: "Não sei se me inspirou, mas é um dos animes mais populares do mundo. No Japão, os nomes (das personagens) são diferentes. Chamam-se Tsubasa e Misaki. Quando cheguei ao Santa Clara, toda a gente me perguntava 'Conheces Oliver e Benji?' e eu ficava 'Como? Repete, por favor'."
Série favorita: "Gosto muito de Attack on Titan. Têm de ver. É a minha série favorita."
O que sente mais falta do Japão: "Provavelmente, da família. Também vou muitas vezes a restaurantes japoneses para comer ramen ou sushi."
Mensagem para os sportinguistas: "Obrigado por nos apoiarem sempre. Sinto que lutamos todos juntos e que estamos lado a lado. Mesmo quando não jogamos bem, os adeptos apoiam-nos sempre e empurram-nos para a frente. Só quero dizer obrigado. Vamos continuar juntos até ao fim."

