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Gil Vicente: “Não há muito a dizer, está em quinto lugar, tem feito um campeonato extraordinário, penso que há um grande trabalho a nível estrutura, mas depois um treinador que tem sabido potenciar ao máximo os jogadores. Vai ser um jogo difícil pelo adversário, esperamos que seja só por isso”.
Equipa: “Está bem, não ótima porque fomos eliminados da Liga dos Campeões, mas sabe o que fez, o que deu e está bem. Temos algumas lesões, o Bruma teve uma lesão de alguma importância, o Sudakov está fora há algum tempo, o facto de ter estado em Madrid no banco seria só para uma situação de emergência. Estes os dois estão fora, para lá disso está tudo em condições.”.
Sidny Lopes Cabral: “Não acho que seja criticável, acho que seria evitável. É uma prática normal e corrente dos jogadores trocarem camisolas em jogos grandes que marcam uma carreira, e ainda é mais natural que tentem trocar com jogadores com os quais se identificam, foram companheiros ou admiram por terem um nível estratosférico. É evitável em função do que aconteceu durante a semana”.
Real Madrid: “Entristeceu-me ficar fora do banco, é frustrante, mas o trabalho foi feito. O ficar no autocarro é prática comum quase sempre que sou suspenso, tinha quatro monitores com quatro ângulos diferentes e no final do jogo a única coisa que senti falta foi do contacto direto, da empatia, da adrenalina, porque o futuro e as modernices talvez metam o treinador principal numa posição privilegiada sobre tudo”.
Penálti do FC Porto: “Não vi, qual é a tua opinião? (Não é penálti foi a resposta de Nuno Luz) Que tu és sério eu sabia, por isso somos amigos”.
Ausência da conferência em Madrid: “Porque não estive todas as vezes em que estive castigado? É um princípio que é meu e que podem respeitar ou não. Estás impedido de trabalhar, ir ao balneário, contactar com os jogadores, por que razão deves ir à conferência? O João Tralhão é um treinador como eu, com formação, experiência, muito representativo do que é o Benfica, tanto eu como qualquer um dos meus adjuntos cada palavra deles é uma palavra minha. Não vi motivo para que eu não fosse representado por ele, da mesma maneira que o chefe de redação não vê problema em vir aqui representar a RTP. Se tivesse feito pela primeira vez percebia que achassem que fosse uma tentativa de fugir a uma pergunta menos simpática, mas na minha história”.
Futuro: “Tem de perguntar ao presidente Rui Costa, não a mim. A cláusula é uma cláusula de facilidade de separação, seja para o lado do Benfica, seja para o meu lado. Na altura disse que era ética e de respeito com os candidatos, neste momento digo que é da facilidade. Quanto a classificações, há duas: a real e a virtual. Se nos agarrarmos à virtual há uma diferença fundamental. Enquanto treinador e líder do grupo tenho de me agarrar à virtual porque é uma motivação para nós e sabemos o que tem acontecido”.

Episódio de alegado racismo: "Normalmente eu consigo antecipar o tipo de perguntas que me vão fazer e errei estrondosamente porque depois de um tsunami de críticas esperava que me dessem oportunidade de dizer alguma coisa relativamente a isso, mas parece que não. De modo objetivo e sintético queria dizer que eu, enquanto cidadão e treinador, repudio veemente qualquer tipo de preconceito, de ignorância. Ponto final, parágrafo. Aconselho veemente algumas pessoas a perderem cinco minutos e a lerem a declaração universal dos direitos humanos, são 30 pontos com um ou dois fundamentais. A terceira é que as críticas refletem mais os críticos do que aquele que foi criticado”.
Eliminação: “Seria mais justo que direcionássemos as coisas noutro sentido. Em alguns meses esta equipa passou de ser humilhada em casa contra o Qarabag a fazer três jogos contra o Real Madrid como jogou e ter saído da competição do modo como saiu”.
Ivanovic: “Há coisas que não sabem, nem têm de saber porque faz parte do nosso trabalho enquanto treinador e gestores dos recursos que temos. O Sudakov foi lesionado para Madrid, não jogou com o AFS, está fora dos convocados e em Madrid foi porque podíamos ter 12 jogadores no banco, aliás estiveram dois guarda-redes. O Lukebakio, que espantou muita gente por não ter jogador, não está lesionado, mas está numa situação não fácil e amanhã volta a não jogar de início. Temos dados científicos e ele só poderia ser utilizado nos últimos 10 minutos de jogo, mais cinco, seis ou sete, no caso de estarmos empatados e a um golo de prosseguir a nossa luta e deixava a dúvida do prolongamento. Há coisas internas que não sabem, que não fazem a mínima ideia do que se passa e depois é muito fácil falar e criticar. O Ivanovic entrou como poderia ter entrado outro jogador, mas queríamos dar velocidade ao lado esquerdo e ao mesmo tempo um jogador que é um atacante de origem para atacar espaço e dar presença na área. Podia estar aqui a falar mais tempo, mas o Benfica não me paga para vos dar explicações”.
Continuidade: “O que eu controlo é a minha vontade, a minha motivação e o meu controlo emocional relativamente a isso. Vocês são todos profissionais de qualidade, mas às vezes parece que deixam passar entre os dedos alguns sinais, coisas importantes que podiam ler e tirar as devidas conclusões. Depois do problema dos jogos com o Real Madrid se agarraram a dizer que eu tinha perdido uma oportunidade de voltar ao Real, mas nesta sala aqui perguntaram-me se se poderia dizer não ao presidente ao Florentino Pérez e eu disse que sim. Acha que diria se quisesse sair do Benfica? Tenho muitos defeitos, mas não sou estúpido. Fui muito objetivo, fui eu que disse que não queria ir, que queria ficar. Quero ficar com um campeonato que seja um único e não dois, porque jogar o campeonato real e o campeonato virtual não gosto. Estamos a jogar dois campeonatos, quero respeitar o contrato com o Benfica, se quiser renovar o contrato por mais anos, assino, mas só quero jogar um campeonato”.

Caso Vinícius Júnior: “Amo o Álvaro Arbeloa e vou continuar a amar, mas acho que eu tive a posição correta e não ele. Mencionei isso a conferência de imprensa em que fui confrontado com as declarações do Álvaro e de um jogador na acusação ao Prestianni e na defesa do jogador do Real. Eu quero ser equilibrado, não defendi o meu, nem ataquei o outro. Inclusive na flash antes usei a terminologia dizendo que não queria vestir a camisola vermelha ou a camisola branca, quis ser imparcial num caso de grande gravidade. Aquilo que eu disse, se perderem 10 minutos a lerem a declaração universal dos direitos humanos, refere-se à presunção de inocência. Enquanto cidadão repudio qualquer tipo de idiotice, eu fiz isso e os outros não fizeram. Se o meu jogador não respeitou estes princípios, que são os meus e os do Benfica, a carreira desse jogador com o Mourinho e o Benfica chega a um fim. Não é que seja letrado, mas não sou ignorante, não tenho mestrados em direito, sou licenciado em Educação Física e Desporto, tenho cultura, a presunção de inocência é um direito humano. Por isso continuo com o se. Infelizmente a UEFA descobriu um artigo para o suspender no jogo, também eles foram nessa direção de não colocarem o se que deveria ter sido posto. Eu continuo na minha, se o jogador for culpado não vou voltar a olhar para ele da mesma maneira como tenho olhado e para mim acabou, mas tento por muitos ses à frente”.
