Reveja aqui as principais incidências da partida

Não havia nevoeiro na Choupana, o sol brilhava, mas a visita do FC Porto ao Nacional estava a ser marcada por fantasmas. Depois de um arranque de época soberbo, os dragões, líderes isolados, perderam gás com duas jornadas seguidas sem vencer e a qualidade exibicional a decrescer. Começaram a levantar-se as dúvidas, uma acima de todas as outras: O título que Farioli perdeu com o Ajax na época passada quando também seguia isolado.
Talvez por isso se explique o facto de o treinador italiano ter feito pela primeira vez cinco mexidas no onze. Deniz Gül foi nomeado substituto do lesionado Samu, Pietuszewski fez a estreia a titular, Zaidu entrou no onze pela primeira vez desde 30 de novembro, Mora voltou a merecer a confiança e Thiago Silva recuperou o lugar no centro da defesa.
Ainda assim, este abanar da equipa não trouxe efeitos imediatos. Este FC Porto não é espetacular no ataque organizado, faz do seu ponto forte a agressividade com bola, mas não se mostra particularmente inspirado contra equipas bem organizadas, como este Nacional de Tiago Margarido.
Três remates enquadrados para as mãos de Kaique, 18 cruzamentos para área, Deniz Gül com apenas nove toques na bola. Uma primeira parte muito pobre em que só não foi em desvantagem para o intervalo porque Diogo Costa mostrou enormes reflexos num cabeceamento de Chuchu Ramírez na pequena área.
Era preciso mais e o FC Porto entrou revigorado na segunda parte, mais intenso, mas novamente incapaz de descobrir o caminho do golo. Até que surgiu o momento de inspiração de Farioli. Aos 59 minutos, os azuis e brancos ganharam o canto e o treinador insistiu para fazer as substituições preparadas. Gabri Veiga entrou para campo, colocou a bola no quarto de ciclo e bateu o canto para a cabeça de Bednarek.
O central polaco estreou-se a marcar na Liga Portugal e voltou a ser decisivo, como tinha sido nos quartos de final da Taça de Portugal. Foi mais forte na pequena área e cabeceou para o fundo das redes.
Foi uma injeção de ímpeto que bastou. Voltou o FC Porto pragmático que susteve uma reação do Nacional e depois foi controlando a partida. Moffi teve direito aos primeiros minutos, Seko Fofana voltou a jogar, até William Gomes, que foi opção graças à providência cautelar interposta para suspender o jogo de castigo, foi lançado, mas o dragão não voltou a despertar as bancadas.
O objetivo estava cumprido, os fantasmas ficaram a um canto. O FC Porto voltou aos triunfos e manteve os sete pontos de distância para Sporting (menos um jogo) e Benfica. O Nacional voltou aos desaires e ocupa o 14.º lugar, com 21 pontos.
Homem do jogo Flashscore: Bednarek (FC Porto)

