Pavlidis recuou à infância: "Voltava para casa com os joelhos esfolados, não havia campo, nada"

Pavlidis, avançado internacional grego do Benfica
Pavlidis, avançado internacional grego do BenficaREUTERS/Pedro Nunes

A cumprir a segunda temporada no Benfica, Vangelis Pavlidis, melhor marcador dos encarnados esta época, com 28 golos em 41 jogos, recuou aos tempos de infância, onde sonhava ser jogador profissional.

Numa entrevista aos meios de comunicação do Benfica, Pavlidis recordou os jogos nos campos improvisados e os gritos da mãe quando chegava a casa com os joelhos esfolados, olhando com orgulho para o percurso que o levou até ao Benfica, depois de ter passado por clubes como Bochum, Borussia Dortmund, Willem II e AZ Alkmaar.

"Era um parque ao lado da minha casa e não havia campo, nada. Colocávamos uma mochila para fazer de baliza e do outro lado havia apenas uma parede. Jogávamos lá com amigos e imaginávamos que estávamos a jogar na Liga dos Campeões ou outros grandes jogos, tal como todas as crianças. Esse é o sonho, de quem começa ali e agora pode jogar em estádios como a Luz. É diferente, a emoção é diferente, o ambiente é diferente", começou por dizer Pavlidis.

"É um sonho que escolhemos quando temos oito ou nove anos. E agora podes senti-lo, podes ter essa sensação, sentes a adrenalina na mente. Lembro-me de jogar com amigos e de ter apenas a sensação de que queria ganhar ao meu melhor amigo. Como um miúdo que quer marcar golos e gozar com esse amigo, de o escolher para jogar contra ele. É essa sensação que se tinha quando se jogava naquela altura e, se compararmos com os dias de hoje, é uma grande diferença. Quando voltava para casa e estava com os joelhos esfolados. Era a única coisa que tinha na cabeça, a minha mãe a gritar comigo porque já estava cheio de sangue, porque não tínhamos um campo para jogar. Mas essa era a alegria que tínhamos naquela altura, não tínhamos mais nada em que pensar. Apenas aproveitar a vida e jogar futebol com os amigos e não importava como terminava, mas é divertido lembrar-me desses dias porque eram especiais", acrescentou o avançado grego, que na mesma entrevista destacou a militância dos adeptos do Benfica.

"É um prazer jogar por estas pessoas. Sei o quão importantes são os adeptos do Benfica para nós. Jogamos por eles todos os fins de semana, lutamos por eles, porque queremos o melhor para eles, e sabemos que, depende do nosso resultado. É o dia a dia deles, vivem para o Benfica. Isso faz com que seja ainda mais importante ganharmos todos os jogos e sentir a adrenalina que nos dão a cada semana. Não importa onde jogamos, em casa ou fora, sentimos que temos os adeptos lá para nos ajudar, a dar energia, e temos de retribuir com as vitórias que tanto desejam", afirmou o avançado grego.

Os números de Pavlidis
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