Acompanhe as incidências da partida
A venda de Sidny Lopes Cabral para o Benfica precipitou um efeito dominó na Reboleira. A transferência do internacional cabo-verdiano, a troco de seis milhões de euros, estabeleceu um novo recorde de vendas para o clube, mas o impacto foi muito além do encaixe financeiro.
No mercado de inverno, o Estrela confirmou a saída de oito jogadores e, embora nem todos fossem titulares, pode mesmo falar-se de uma revolução, tendo em conta a fase da época.
Ngom (Lecce), Kikas (Eupen) e Montóia (Jagiellonia) eram peças relevantes numa equipa que luta pela permanência e que, agora, se viu obrigada a iniciar um processo de reconstrução em pleno campeonato.

Para responder às saídas, o Estrela foi ao mercado e não hesitou em investir grande parte dos mais de 10 milhões de euros recebidos, promovendo a chegada de 13 (!) novos jogadores e redesenhando praticamente todo o plantel.
João Nuno recebeu reforços para todos os setores, da baliza ao ataque. Um deles já começou a deixar marca: Sydney Van Hooijdonk estreou-se com um golo no empate (1-1) frente ao Alverca e mostrou argumentos para ajudar a fazer esquecer Kikas.
Além do avançado neerlandês, destacam-se ainda Bruno Langa, que deu nas vistas em Portugal ao serviço do GD Chaves e esta época atuou na Liga dos Campeões pelo Pafos, o médio Tom Moustier, que motivou um investimento de 575 mil euros, e o extremo Billal Brahimi, cedido por empréstimo pelo Santos, com mais de 50 jogos realizados ao serviço do Nice.

O novo Estrela entra agora numa fase decisiva: restam 14 jornadas para ganhar entrosamento e regressar às vitórias, algo que ainda não conseguiu em 2026. A deslocação aos Açores, frente a um Santa Clara também em processo de mudança, pode começar a definir os contornos da temporada tricolor.

