Recorde as incidências do encontro
Após o encontro da 23.ª jornada do campeonato nacional, em 21 de fevereiro, o SC Braga deixou muitas críticas à Polícia de Segurança Pública (PSP) por impedir “a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade”, considerando ter sido vítima de “censura”, o que reafirmou nos dias seguintes.
A PSP, por seu turno, informou então ter inviabilizado a exibição da tela gigante por questões de segurança dos espetadores, nomeadamente pela natureza inflamável dos materiais estarem perto de artefactos pirotécnicos, e também por considerar que as mensagens “não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa”.
Na audiência desta terça-feira, que teve lugar no Campus XXI, em Lisboa, o Governo esteve representado pelas secretarias de Estado do Desporto e da Administração Interna, tendo também estado presente a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga (LPFP).
O SC Braga deu conta que comunicou ao Governo as diversas conclusões após as reuniões com a FPF, a LPFP e o comando distrital de Braga da PSP, nomeadamente ser “do interesse do futebol e do desporto que se concretizem iniciativas de apoio como aquela que aconteceria” no dérbi minhoto.
“É do interesse do futebol e do desporto promover relações de proximidade e de pertença com as suas comunidades e, nesse sentido, os adeptos são um ativo essencial e devem ser estimados enquanto tal, sendo um bem supremo a sua liberdade de associação com o clube e a cidade que representam, assim como com a sua história, cultura e tradições”, pode ler-se.
Outra das conclusões apresentadas vai no sentido de que “as fronteiras da liberdade de expressão sejam tão amplas quanto possível” e que “o desporto não pode ser exceção a este princípio basilar” da sociedade.
“Dos encontros tidos, o SC Braga sentiu estarem verificadas condições para que a defesa dos interesses acima elencados seja mais efetiva. O clube regista com agrado o alinhamento positivo que se verificou em todas as reuniões e aguarda, naturalmente, que tal se manifeste em ações concretas”, disse.
Os minhotos revelam que saíram dos encontros “indicações específicas para procedimentos mais bem coordenados entre todas as partes”, notando que o fim da ronda de audiências que solicitou “não encerra o acompanhamento que o clube faz dos factos” ocorridos.
Nesse âmbito, “o SC Braga tem prestado suporte aos sócios que solicitaram apoio nos processos que estão a intentar e que reportam a ocorrências verificadas no Estádio Municipal e no seu perímetro” e “acompanhará a evolução e a conclusão dos mesmos”.
