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“Senti que esses rumores nos ajudaram a ficar mais unidos, mais conectados. Sinto a energia dentro do grupo e sinto que todos estão comprometidos para enfrentar o futuro. Todos entendem o momento. Estamos a formar uma nova equipa com novos jogadores”, afirmou.
Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com os cónegos, em Vila do Conde, onde a equipa vai tentar inverter um ciclo de quatro derrotas seguidas, sem golos marcados, o técnico desvalorizou as informações sobre a sua eventual saída.
“É normal no futebol, quando há momentos difíceis, surgirem comentários, histórias, algumas que não são verdadeiras. Não desperdiço a minha energia com isso. Estou muito focado na equipa, muito focado nos jogadores, muito focado em como vamos ganhar o próximo jogo. Isso é muito importante para nós e precisamos desses três pontos. Toda a minha energia está aí”, disse.
Apesar da série negativa, Silaidopoulos recordou que ainda há muitos pontos em disputa e mostrou confiança na recuperação da equipa.
“Ainda restam 13 jogos, são 39 pontos em disputa. Há muito campeonato pela frente e eu sou sempre positivo”, salientou.

O treinador reconheceu as dificuldades ofensivas recentes, depois de quatro encontros sem marcar, explicando que a equipa atravessa um processo de reformulação profunda.
“É verdade que nos últimos jogos não marcámos golos. Estamos a trabalhar muito ofensivamente, coletiva e individualmente, para criar situações para marcar golos. Estamos a construir uma nova equipa”, referiu.
O técnico lembrou a saída de vários titulares da primeira metade da temporada e admitiu a necessidade de ajustar dinâmicas.
“Somos uma nova equipa e, por diferentes razões, não temos André Luiz, Clayton, Panzo, Aguilera e Miszta, que eram titulares na primeira parte da temporada. Agora temos novas contratações, bons jogadores, que podem ajudar-nos e dar qualidade à equipa. Precisamos ajustar a nossa maneira de jogar a eles, mas eles também precisam de se adaptar rapidamente ao que queremos fazer”, explicou.
Sobre o adversário, o treinador elogiou a estabilidade e organização do Moreirense, apontando-o como exemplo do que pretende para o Rio Ave.
“O Moreirense é um bom exemplo de estabilidade, e é isso que precisamos. É uma equipa muito bem organizada, com boas transições, competitiva em todos os jogos. Tem muitos jogadores capazes em diferentes posições. É uma equipa de bom nível. Precisamos estar muito atentos e mostrar unidade, personalidade e, claro, eficácia desde o início do jogo”, concluiu.
Para este desafio, os vila-condenses ainda não podem contar com os lesionados Brandon Aguilera e Miszta, mas, em sentido inverso, o central Petrasso, regressado de castigo, entra nas opções.
O Rio Ave, 15.º classificado com 20 pontos, recebe esta segunda-feira o Moreirense, nono com 30, numa partida agendada para as 20:15, com arbitragem de Ricardo Baixinho, da associação de Lisboa.
