Sotiris Sylaidopoulos e a crise do Rio Ave: "Espero que seja o jogo que mude as coisas"

Sotiris Sylaidopoulos no banco do Rio Ave
Sotiris Sylaidopoulos no banco do Rio AveLUSA

O treinador do Rio Ave, Sotiris Sylaidopoulos, assumiu este sábado que a receção de domingo ao Famalicão, da 24.ª jornada da Liga Portugal, pode representar um ponto de viragem para a equipa, após seis derrotas consecutivas.

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Espero que seja o jogo que mude as coisas. No futebol tudo muda muito rapidamente e apenas uma vitória traz transformações. Também o estado de espírito e a confiança aumentam”, afirmou o técnico grego.

Apesar da série negativa, Sylaidopoulos garantiu que o foco está exclusivamente neste próximo desafio, recusando fazer contas a longo prazo numa fase em que ainda há muitos pontos em disputa.

Vamos focar-nos no jogo com o Famalicão e colocar toda a nossa energia e esforço para irmos buscar os pontos. Ainda faltam 11 partidas até ao final do campeonato e há muitas coisas para conseguirmos”, disse.

O treinador reconheceu que as exibições recentes, apesar das derrotas pela margem mínima frente ao Moreirense e ao FC Porto, deixaram sinais encorajadores, mas sublinhou que, nesta fase, já não basta jogar bem sem traduzir isso em resultados.

Estamos satisfeitos com a performance. Isso mostra que a equipa está a melhorar em muitos aspetos do jogo e estamos muito felizes por isso. Mas agora há jogos em que não podemos ficar apenas satisfeitos com a exibição. Precisamos também dos pontos”, frisou.

Os últimos jogos do Rio Ave
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Sobre o adversário, que se apresenta privado de três jogadores habituais titulares (Gustavo Sá, Justin de Haas e Pedro Bondo, todos castigados), o técnico do Rio Ave não desvalorizou o coletivo minhoto, considerando-o um dos mais consistentes que já enfrentou esta época.

Para mim, o Famalicão é das melhores equipas que defrontámos. São bem organizados, sabem o que fazer em todos os momentos do jogo, têm juventude mas também maturidade. Têm uma estrutura que lhes permite colmatar os jogadores que faltam”, analisou.

Questionado sobre a pressão decorrente da descida na tabela classificativa, Sylaidopoulos afastou a ideia de alarme, preferindo falar em responsabilidade e consistência como caminho para inverter o ciclo.

Não se trata de sentir pressão, trata-se de ser responsável, também em relação à classificação e à posição na tabela. Mas não quero usar isso como desculpa”, salientou.

O técnico abordou ainda a entrada do ex-internacional português Bruno Alves para o cargo de diretor técnico do Rio Ave, destacando a experiência e exigência que o antigo defesa-central acrescenta ao projeto.

Ter alguém como o Bruno Alves dentro do clube é um privilégio, não só para o Rio Ave, mas para qualquer clube do mundo. É alguém que traz consigo muita experiência, muito conhecimento e padrões muito elevados”, concluiu.

Para este desafio, os vila-condenses ainda não podem contar com os lesionados Brandon Aguilera e Miszta.

O Rio Ave, 15.º classificado com 20 pontos, recebe este domingo o Famalicão, sexto com 35, numa partida agendada para as 20:30, com arbitragem de José Bessa, da Associação de Futebol do Porto.

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