Recorde as incidências da partida

A meio da eliminatória europeia frente ao Real Madrid, envolta em polémica pelo caso Vini-Prestianni, o Benfica voltou a abrir as portas do Estádio da Luz para receber o lanterna-vermelha AFS e aproveitou as claras diferenças de qualidade individual e coletiva para resolver cedo uma tarde de sentido único.
A principal novidade no onze encarnado foi a titularidade, pela primeira vez, do jovem José Neto, de apenas 17 anos, mas não foi a única nota de destaque nas escolhas de José Mourinho: Alexander Bah regressou mais de um ano depois à competição.
Letra de Rafa é inconfundível
O Benfica mostrou desde cedo qual era a sua missão: resolver cedo para gerir o desgaste físico tendo em vista a visita da próxima semana a Madrid. Por isso, os primeiros minutos foram de clara avalanche ofensiva das águias.
Logo aos 11 minutos, Pavlidis obrigou o guarda-redes Adriel a uma defesa apertada, mas, na recarga, Bah surgiu a antecipar-se aos adversários dentro da área e inaugurou o marcador, assinalando da melhor forma o regresso aos relvados.
O Benfica continuou dominante e voltou a ameaçar pouco depois. Aos 16 minutos, Schjelderup trabalhou bem pela esquerda e serviu Pavlidis, porém o avançado helénico não conseguiu finalizar, tal como Bah, que chegou tarde à emenda. Mais tarde, aos 29 minutos, Rafa Silva passou por Devenish, mas encontrou novamente Adriel pela frente.
Perante tanta insistência, o segundo golo apareceu com relativa naturalidade na sequência de um canto, aos 30 minutos. Após desvio de Adriel, Richard Ríos amorteceu de cabeça e Enzo Barrenechea, já dentro da área, rematou de primeira para ampliar a vantagem. O guarda-redes do AFS ainda voltou a negar o golo a Pavlidis aos 35 minutos, mas não conseguiu evitar o terceiro perto do intervalo.
Aos 44 minutos, Adriel defendeu um remate potente de Schjelderup, porém nada pôde fazer perante a finalização de letra de Rafa Silva, um gesto técnico que acabou por simbolizar o espírito da noite, precisamente no dia em que o Benfica estreou um equipamento alternativo de homenagem ao "Futebol de Rua".
Muito ativo pelo corredor esquerdo, Schjelderup foi uma constante dor de cabeça para a defesa visitante, enquanto o AFS se mostrou incapaz de apresentar argumentos para discutir o resultado numa primeira parte inteiramente dominada pelos encarnados.

Domínio e gestão
A segunda parte manteve a mesma toada da primeira. Logo aos 49 minutos, Richard Ríos teve nos pés o quarto golo, ao surgir completamente solto na área após cruzamento pela esquerda, mas desviou por cima da baliza.
O AFS continuou sem conseguir reagir e, mesmo com as alterações promovidas por João Henriques, o lanterna-vermelha revelou grandes dificuldades para ter bola e sair do seu meio-campo. Com o resultado confortável, o Benfica também foi reduzindo o ritmo, ainda que permanecesse praticamente instalado no meio-campo contrário e a acumular ocasiões, ultrapassando as duas dezenas de remates.

Aos 67 minutos, Sidny Lopes Cabral acertou no poste, e três minutos depois Enzo Barrenechea desviou de cabeça ao primeiro poste, mas ao lado. Já aos 80 minutos, Adriel voltou a intervir ao negar o golo a Barrenechea, antes de Ríos, na recarga, atirar por cima.
Sem capacidade para discutir o encontro, o AFS limitou-se a resistir até ao apito final, perante um Benfica sempre dominador e confortável na gestão da vantagem.
Melhor em campo Flashscore: Schjelderup (Benfica)

