Recorde as incidências da partida
Tiago Margarido (treinador do Nacional):
"Fomos a única equipa que quis ganhar o jogo. Prova disso são os cerca de 70% de posse de bola, os 21 remates à baliza e os 12 cantos. Penso que fomos superiores em ambas as partes. Criámos, ou circulámos o suficiente para criar desequilíbrios na estrutura adversária, e tivemos remates com perigo, assim como situações em que a tomada de decisão não foi a melhor.
A equipa fez tudo o que lhe competia. Jogámos, a espaços, como uma equipa grande, completamente exposta em cima do bloco adversário. Procurámos entrar de todas as formas, tanto por dentro, como por fora, mas ficou a faltar golo.
O Casa Pia foi uma equipa que nos deu a iniciativa de jogo e estava sempre à espera do nosso erro. Têm defesas centrais altos, bons no jogo aéreo, portanto, fechavam o espaço interior e davam-nos mais os espaços laterais para cruzamentos. E, como são muito altos, sentem-se muito confortáveis nesse momento".
Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia):
"Olhando para o jogo, ao longo dos 90 minutos, as oportunidades mais flagrantes foram do Casa Pia. Depois, na segunda parte, o facto de termos recuado também é mérito do nosso adversário.
Defensivamente, não entrámos tão bem na primeira parte, tanto assim é que tivemos de fazer uma alteração tática, pois o Nacional conseguiu entrar pelos espaços interiores e criou muitas dificuldades à nossa linha defensiva. Mas, ao longo do jogo, a nossa linha defensiva foi sempre sendo capaz de resolver todos os problemas.
Com o caudal de jogo que o Nacional tinha, com os jogadores que envolvia no seu processo ofensivo e com a quantidade de bolas que colocava na área, era importante fecharmos aquele espaço interior, algo que conseguimos fazer durante a segunda parte".
