“Quem anda no Moreirense, que é um clube de mercado, tanto para entradas, como para saídas, lida com isso com naturalidade. São dois jogadores muito queridos para o clube. Com o Schettine, o clube tem oportunidade de fazer dinheiro. O Marcelo procurou-nos com o objetivo de ser feliz noutro sítio. Foi uma honra aprender com ele”, disse, na antevisão à deslocação a Alverca, da 18.ª jornada.
Apesar de não terem sido oficializados pelos futuros clubes, o avançado brasileiro, de 30 anos, marcou nove golos pelos minhotos na primeira volta e fixou o seu recorde na Liga, antes de rumar ao Tianjin Jinmen Tiger, da China, numa transferência em que faltam acertar detalhes burocráticos, segundo adiantou fonte do clube.
O defesa Marcelo, de 36 anos, até agora capitão do Moreirense, está a caminho da União de Leiria, sexto classificado da Liga 2, numa transferência em que também resta cumprir uma série de burocracias para ser oficial.
O emblema da vila de Moreira de Cónegos já se despediu do central brasileiro na quinta-feira, num comunicado em que agradeceu “o profissionalismo, a liderança e os valores” que o ex-jogador de Rio Ave, Sporting e Paços de Ferreira “sempre representou dentro e fora de campo”.
O treinador dos minhotos reconheceu ainda que, após as saídas de Marcelo, Schettine e de Joel Jorquera, cedido aos espanhóis do Murcia, vai haver entradas no mercado em curso para garantir um plantel com ainda “mais soluções”.
“O nosso objetivo é sempre o mesmo: chegar ao final de cada ‘janela’ com um plantel ainda mais equilibrado, ainda com mais soluções. Se calhar, não queria ter perdido estes jogadores, mas sei que este é o nosso projeto, que há o lado financeiro, que há a vontade dos jogadores. Estamos preparados para qualquer saída. São situações normais”, disse.
