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Para o técnico de 36 anos, a equipa de Moreira de Cónegos tem de saber “transformar a revolta” de ter perdido um jogo em que foi “bastante competente”, com o vizinho Vitória SC (1-0), na ronda anterior, em “motivação extra” para vencer um conjunto que encarna “um dos bons projetos” do futebol português, onde o mérito se reparte entre dirigentes, o treinador César Peixoto e os jogadores.
“Como é óbvio, queremos regressar às vitórias, junto dos nossos adeptos. (…) O Gil está a fazer um grande campeonato. É uma equipa difícil, muito competente na organização defensiva, com timings de pressão muito bons, e que, no processo ofensivo, sabe jogar contra blocos mais baixos. É uma equipa competente, que nos vai obrigar a ser competentes”, referiu, na conferência de antevisão.

O timoneiro realçou que um dos objetivos para a segunda volta do Moreirense, sexto classificado, com 30 pontos, é “melhorar os resultados” da primeira volta contra equipas mais bem classificadas na tabela, como é o caso da equipa de Barcelos, que é quinta, com 34, e que derrotou os cónegos na quarta ronda, por 2-0.
Vasco Botelho da Costa lembrou que o desaire nesse encontro começou a desenhar-se numa disputa de bola perdida, numa alusão à importância de tais detalhes em jogos com condimentos para serem marcados pelo equilíbrio.
“Por vezes, estes jogos decidem-se num duelo perdido. Temos de igualar a competência do Gil Vicente e tentar fazer a diferença pela nossa qualidade. Os erros fazem parte do nosso jogo. Esperemos que não aconteçam da nossa parte e, se acontecerem, o Gil não aproveite. E esperamos aproveitar os erros do Gil”, perspetivou.
Ainda sem o guarda-redes Caio Secco e o defesa central Michel, lesionados, e também desprovido do médio Stjepanovic, castigado, Vasco Botelho da Costa conta com o regresso de Maracás ao eixo da defesa para fazer parelha com Gilberto Batista e ajudar a equipa a ser competitiva.
“No jogo da semana passada, não nos lembrámos do Maracás. As ausências são naturais, porque lesões e castigos fazem parte de todas as épocas. Não nos sentimos mais fracos. Nem sempre a equipa consegue estar ao seu melhor, mas nunca baixamos de determinado nível exibicional. Somos sempre competitivos”, realçou.
Quanto ao mercado de transferências de inverno, no qual saíram Joel Jorquera, Marcelo, Ofori, Guilherme Schettine e Benny e entraram Leandro Santos, Kevyn Monteiro e Nile John, o treinador realçou que o Moreirense rejuvenesceu o plantel a pensar no futuro, apesar de ter perdido “um bocadinho de experiência e de tarimba” de Liga Portugal.
“O Moreirense era um dos melhores exemplos de gestão no futebol português, mesmo sem investidor. Praticamente não dava prejuízo e aguentava-se na Liga. O futuro passa por subir o degrau. Sabemos muito bem o que estamos a fazer neste projeto. Na época passada, o Moreirense estava no top 3 dos plantéis mais velhos da Liga. Agora estamos no top 3 dos plantéis mais jovens”, disse.
O Moreirense, sexto classificado da Liga portuguesa, com 30 pontos, recebe o Gil Vicente, quinto, com 34, em partida agendada para sábado, às 15:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães, com arbitragem de David Rafael Silva, da associação do Porto.
