Pressão e grandeza do Benfica: "Eu diria que 9 em cada 10 portugueses são adeptos do Benfica. A pressão aqui é muito mais forte. Como a base de adeptos é significativamente maior, isso sente-se muito no estádio. Mesmo que não joguemos muito bem, as bancadas podem pressionar a equipa. Na Ucrânia é mais fácil lidar com isso pois a base de adeptos não é assim tão grande. Nos jogos fora às vezes tens a sensação de que jogas em casa. Acontece que nos estádios há cerca de 70 por cento de adeptos do Benfica e apenas 30 por cento dos da equipa da casa. Por isso, às vezes parece que jogamos quase sempre em casa."
Adaptação ao Benfica: "Na verdade, no Shakhtar aprendi apenas palavrões com os brasileiros. Por isso, para ser sincero, isso foi difícil para mim pois sou daquelas pessoas que precisam de tempo para se ambientar e sentir-se confortável com todos. Depois torna-se mais fácil, mas mesmo assim à minha volta agora estão pessoas incríveis. Quando cheguei, todos diziam 'se precisares de alguma coisa, se precisares de ajuda é só dizer, vamos ajudar em tudo'. As pessoas na cidade são muito simpáticas, parece-me que os portugueses são muito abertos e acolhedores com todos. Por isso, no geral foi tudo bom. "É claro que agora a adaptação é mais simples do que no início. Quando entendo melhor a língua e a cultura, sinto as pessoas e é-me muito mais fácil."
Ajuda na integração de Sudakov: "Sim, agora posso ajudar outros, por exemplo o Sudakov. A situação dele é mais fácil do que foi a minha porque posso ajudá-lo quase em tudo."

