Recorde as incidências da partida
O tempo anda incerto: ora chuva, muita chuva; ora sol, pouco sol. O vento não dá tréguas. Não, esta não é uma crónica meteorológica. É o retrato de duas equipas em mudança, ainda à procura de estabilidade numa fase decisiva da temporada.

Notou-se, porém, que já há trabalho em andamento na Reboleira. Apesar da revolução no mercado de inverno, João Nuno já tem as suas ideias assimiladas, com Jovane Cabral a assumir a braçadeira e também a responsabilidade. Do lado do Santa Clara, o anticiclone dos Açores levou Vasco Matos e o capitão Luís Rocha, devolvendo Petit à Liga Portugal após a saída do antigo médio do comando técnico do Rio Ave.

Se nas bancadas o temporal obrigava a constantes ajustes, dentro de campo o controlo teve dono durante largos períodos. Vinícius Lopes (13') ainda deixou um aviso do Santa Clara, com um remate que exigiu boa intervenção de Renan, mas o Estrela rapidamente assumiu o comando e empurrou os açorianos para trás. Abraham Marcus ameaçou primeiro (33') e, já na segunda parte, voltou a visar o poste (49'), numa altura em que João Nuno já tinha lançado Stoica e van Hooijdonk.
O momento era favorável e acabou por materializar-se pouco depois: Jovane Cabral (58') desequilibrou o marcador com um cabeceamento à ponta de lança, após cruzamento tirado na perfeição por Jefferson Encada, sempre muito ativo no corredor direito.
A equipa de Petit sentiu o golpe, mas curiosamente foi quando o jogo voltou a ficar instável que o Santa Clara esteve mais perto de chegar ao empate: Lucas Soares (63') rematou por cima e Stoica (81') evitou o 1-1 com um corte em cima da linha de golo. Exatamente no mesmo sítio, Schappo evitou o regresso com golo de Gonçalo Paciência (89') e segurou os três pontos na Reboleira.
Homem do jogo Flashscore: Jovane Cabral (Estrela da Amadora)

