Vasco Seabra celebra "recordes históricos", Luís Pinto não quer Vitória SC "a part time"

Luís Pinto, treinador do Vitória SC
Luís Pinto, treinador do Vitória SCMANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Arouca - Vitória SC (3-2), da 21.ª jornada da Liga Portugal, disputado no sábado, no Estádio Municipal de Arouca:

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Vasco Seabra (treinador do Arouca):

"Foi um excelente jogo das três equipas, em condições climatéricas difíceis. Na primeira parte, o Vitória SC estava forte na pressão, é um facto, mas também com o benefício do vento, muito forte na primeira meia hora. Não conseguíamos construir e quando tentávamos alongar a bola, ficava muito difícil para o Barbero receber.

Ao intervalo, o que fiz foi mostrar aos jogadores aquilo que realmente valem. A nossa equipa tem uma ambição e uma paixão muito grandes pelo jogo, também na forma como treina. Temos aqui muita gente que quer vencer na vida.

Melhorámos ao nível da agressividade na forma como estávamos a fazer as coisas. Foi uma vitória justa contra um bom adversário e demonstrámos que estamos num processo de crescimento, é importante para os meus jogadores sentirem isso.

Batemos dois recordes históricos. Foi primeira vez que vencemos o Vitória SC na Liga em casa e também a primeira vez que o Arouca consegue uma reviravolta de 2-0 para 3-2 vencendo o jogo (na Liga).

Foi emocionante a reviravolta, é algo que naturalmente mexe connosco. Dá-nos uma sensação de capacidade, porque demonstra que somos capazes de chegar a estes resultados, sobretudo porque não o fizemos contra um adversário qualquer".

Luís Pinto (treinador do Vitória SC): 

"Na primeira parte, conseguimos ter muitas ligações de qualidade. Tivemos imensas oportunidades em que nos faltou pragmatismo. O relvado estava pesado, o vento a nosso favor e devíamos ter mais objetividade em determinados momentos.

Estávamos bem, a controlar o jogo, marcámos dois golos de forma merecida. Depois, numa fase em que não conseguimos dominar tanto o jogo, o Arouca, pressionado, colocou a bola na frente e o Trezza isolou-se, em momento de desconcentração nossa.

A partir daí, o jogo mudou. Na segunda parte, uns jogadores quiseram ficar mais atrás, outros mais à frente e o bloco ficou muito comprido, com espaço para os jogadores do Arouca, conseguindo variar o jogo e chegar ao lado contrário. Numa dessas situações, conseguiu um canto e marcou.

Nós quisemos resistir em vez de ser proativos. Num dia chuvoso, numa deslocação extremamente difícil, vieram imensos adeptos, que se fizeram ouvir, mas nós só jogámos uma parte. Temos de ser vitorianos em full time, não em part time, não podemos ter esse tipo de postura. Não há mais ninguém a quem apontar o dedo, fomos nós".

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