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“Do lado do Braga, o que posso dizer é que, como profissionais e também como cidadãos integrados numa comunidade, queremos ajudar a que um dos valores que impere no desporto e no futebol seja o respeito e não dar vida ao racismo. Como cidadãos, temos que ajudar a que estes temas não existam. Tem de haver respeito e, obviamente, sem racismo”, disse na antevisão do jogo com o Vitória SC, da 23.ª jornada da I Liga.
Sobre a possível lei que a FIFA estará a preparar para impedir jogadores de tapar a boca, respondeu não ter opinião formada.
“Mas, há assuntos que queres comentar com um companheiro e não queres que as câmaras ouçam sem que tenha a ver com o adversário. São temas delicados, não é tão fácil impor leis. O que tem de imperar são os valores do desporto e da sociedade e dizer não ao racismo”, concluiu.

Quanto à antevisão ao dérbi do Minho, Vicens defendeu a necessidade de o SC Braga não só “manter o mesmo nível de motivação e energia” ao longo dos jogos, como também de “concentração nos detalhes”, lembrando os golos sofridos de bolas paradas.
“É um jogo que todos esperávamos desde domingo porque vimos de um resultado negativo (derrota por 2-1 com o Gil Vicente) e de um jogo menos bom, e queremos ressarcir-nos. Treinámos toda a semana focados no jogo de amanhã (sábado) para estarmos preparados e com energia para disputar o jogo, ganhar e dar uma alegria aos nossos adeptos pelo apoio que nos têm dado”, disse na conferência de imprensa de antevisão.
O SC Braga tem tido dificuldades diante dos primeiros classificados, mas o treinador recordou as boas exibições da equipa no Dragão e em Alvalade, diante de FC Porto e Sporting, respetivamente, ou com o Benfica na Taça da Liga e no campeonato, contrariando a ideia da equipa ser “romântica”.
“Gerar ocasiões e não marcar golos é romantismo? Somos a segunda equipa com mais golos, a seguir ao Sporting, mas defensivamente temos que sofrer menos e isso passa por cuidar mais os detalhes. Na Amadora, estávamos a ganhar por 1-3 e dois despistes levaram a que perdêssemos dois pontos (3-3). Com o Estoril, tivemos ocasiões para nos colocar na frente, mas não marcámos (derrota por 1-0), na final da Taça da Liga também. Como podemos compensar isso? Não sofrer golos”, disse.
Os rivais minhotos já jogaram duas vezes esta temporada, na primeira volta da Liga, em Guimarães, onde empataram (1-1), e na final da Taça da Liga, em 10 de janeiro, em Leiria, com o triunfo a cair para o lado dos vimaranenses (2-1), mas o treinador recusou a ideia de existir um sentimento de desforra.
“Há o sentimento de que é um jogo especial, também porque é o jogo seguinte. Não o vamos preparar a pensar nesses dois jogos anteriores, mas no que temos que melhorar em relação ao nosso último jogo. Queremos ganhar sendo uma equipa competitiva e aguerrida”, disse.
Zalazar deu uma entrevista a um jornal espanhol no início da semana que terá caído mal nas hostes minhotas, mas Carlos Vicens garantiu que essa questão foi tratada “internamente” e o médio internacional uruguaio “está com a cabeça única e exclusivamente em oferecer a sua melhor versão” diante do rival de Guimarães.
Já Niakaté, Vítor Carvalho, Gorby e El Ouazzani, lesionados, continuam de fora.
SC Braga, quinto classificado, com 39 pontos, e Vitória SC, oitavo, com 31, defrontam-se a partir das 20:30 de sábado, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado por João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga.
