Depois do chumbo da revalidação da proposta de distribuição das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA na assembleia geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), decorrida em 16 de janeiro de 2026, o organismo promove mais uma reunião magna em 06 de fevereiro, na qual os vimaranenses esperam a aprovação dessa proposta, “na certeza de que “o futebol português só pode evoluir com sustentabilidade se todos os clubes derem as mãos”.
“Depois de ter sido reprovada em janeiro uma proposta que previa a distribuição das verbas de solidariedade provenientes da UEFA por clubes da principal liga e do segundo escalão nacional, haverá uma nova votação e o Vitória Sport Clube prontifica-se desde já a distribuir a sua parte caso se verifique um novo chumbo, tanto mais que os clubes da II Liga já haviam orçamentado essa receita para esta época”, refere o Vitória, em comunicado.
A nota assinada pelo conselho de administração da SAD vitoriana salienta ainda que as sociedades desportivas da II Liga “deparam-se com enormes dificuldades” e apela “à solidariedade” dos emblemas da Liga Portugal que defendem a proposta para também optarem pela “partilha das respetivas verbas” em caso de chumbo.
O clube de Guimarães acredita, porém, que “o plano proposto acabará por merecer os votos da maioria qualificada de 75 por cento dos clubes da principal liga”.
“Competições à parte, os clubes devem perceber, de forma cabal, que todos sairão a ganhar se privilegiarem a união e o espírito de cooperação”, conclui a nota.
Em 16 de janeiro, a proposta recolheu 12 votos favoráveis, quatro contra e uma abstenção por 17 dos 18 clubes da Liga Portugal, ficando os votos favoráveis aquém dos 75 por cento necessários para a aprovação.
O Nacional foi o único clube do principal escalão ausente dessa reunião magna e não teve o voto contabilizado.
A pedido de várias sociedades desportivas, o sufrágio decorreu com voto secreto e não por braço no ar dos representantes, como tem sido habitual noutros atos deliberativos.
A proposta visava revalidar o modelo de distribuição, ratificada por unanimidade numa assembleia geral de setembro de 2024, que permitiu aos clubes da Liga 2 receberem um valor recorde de 6,1 milhões de euros (ME) em 2024/25, distribuído de forma equitativa, ficando de fora as equipas B.
