Desportivamente: Arranque lento e bola à trave
Enquanto Lionel Messi ainda está na preparação para a nova época da MLS, Cristiano Ronaldo encontra-se no meio da luta pelo título na Saudi Pro League. Por isso, esta semana apresenta-nos cenários distintos: Messi, ao serviço do Inter Miami, ainda não conseguiu mostrar-se na melhor forma, enquanto Ronaldo continua a lutar por troféus.
O Inter Miami iniciou o novo ano com uma surpreendente derrota por 0-3 num particular frente ao Alianza Lima. Messi, que alinhou de início ao lado de Luis Suárez, deixou alguns pormenores de classe – incluindo um típico drible entre dois defesas –, mas não marcou. O seu momento mais marcante foi um livre que passou ligeiramente por cima da baliza.
Em termos estatísticos, foi uma noite irregular: três remates, nenhum enquadrado com a baliza, e uma eficácia de passe de 79%. Em destaque ficam as três ocasiões de golo criadas por si, mais do que qualquer outro jogador nesse dia. A equipa orientada por Javier Mascherano mostrou-se algo presa e ainda procura atingir o ritmo competitivo ideal.
Para Cristiano Ronaldo e o Al-Nassr, o jogo tinha muito mais importância. Depois de o líder Al-Hilal ter perdido pontos de forma inesperada, a equipa de Riade aproveitou a oportunidade e garantiu um triunfo caseiro por 1-0 frente ao Al-Taawoun. O único golo surgiu de um autogolo após cruzamento de Sadio Mané.
Ronaldo não conseguiu marcar neste encontro, acertou na trave e viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo. Ainda assim, a sua influência em campo foi inquestionável e a vitória permitiu reduzir a diferença para o líder para cinco pontos. Ronaldo partilha a liderança da lista de melhores marcadores, com 16 golos.
O GOAT-o-Meter desta semana inclina-se ligeiramente para Ronaldo. O motivo não está tanto na exibição individual – ambos ficaram em branco –, mas sim no contexto: Ronaldo está envolvido numa luta intensa pelo título e ajudou a sua equipa a conquistar pontos importantes. Messi, por sua vez, ainda está em fase de preparação, onde os resultados têm menor relevância.

Fora de campo: Piada de Paulinho e polémica com Trump
A aura de Messi voltou a ser evidente na visita ao Peru. O adversário Alan Cantero, do Alianza Lima, não conteve as lágrimas após receber a camisola do seu ídolo. "Vai ficar emoldurada em casa", afirmou emocionado. Esta cena ilustra a quase devoção mítica que Messi desperta em todo o mundo. As suas camisolas são tratadas como verdadeiros troféus.
Uma história insólita surgiu esta semana por parte do antigo jogador do Barça, Paulinho, ao recordar como se deu a sua transferência da China para o Barcelona: Messi terá perguntado, em pleno jogo entre Argentina e Brasil, em 2017: "Então, vamos para Barcelona ou não?". No final, a transferência concretizou-se, com Messi a ter, provavelmente, um papel decisivo.
Já a semana de CR7 foi marcada por emoções diversas. Enquanto a sua companheira Georgina Rodríguez marcou presença numa estreia de cinema na Casa Branca sem ele, Ronaldo viu-se envolvido na polémica em torno da sua visita a Donald Trump. O antigo colega do Manchester United, Louis Saha, criticou o encontro, considerando que poderia ser interpretado como apoio político.
Além disso, foi divulgado que a polícia portuguesa deteve um suspeito do incêndio criminoso contra uma estátua de bronze de CR7 na Madeira. Em sentido positivo, destaque para a receção calorosa ao colega Sadio Mané, após a conquista da Taça das Nações Africanas, com Ronaldo a ser o responsável por cortar o bolo da celebração.
O episódio mais insólito veio do antigo jogador Giuseppe Rossi, que sugeriu que Ronaldo deveria interpretar o "Joker" num filme do Batman depois de terminar a carreira.
Perspetivas: Estreia na MLS e perseguição ao milésimo golo
Para o astro argentino e o Inter Miami, a digressão de preparação pela América do Sul prossegue. Os próximos compromissos são um particular frente ao Atlético Nacional na Colômbia (31 de janeiro) e contra o Barcelona de Guayaquil no Equador (7 de fevereiro). O grande destaque será a 21 de fevereiro: o arranque da época da MLS frente ao Los Angeles FC de Son Heung-min, que será disputado no Los Angeles Memorial Coliseum devido à lotação – com capacidade para até 77.000 adeptos. Será o primeiro jogo da MLS de sempre nesta histórica arena.
Em paralelo, continuam a circular rumores sobre um possível regresso de Messi ao Barcelona, caso o candidato Victor Font vença as eleições presidenciais em março.
Para Ronaldo, a luta pelo título prossegue já na sexta-feira: o próximo adversário é o Al-Kholood. O seu objetivo pessoal, atingir o mágico 1000.º golo da carreira, está cada vez mais próximo: soma atualmente 960 golos. Até ao Mundial-2026, poderá ainda disputar até 27 jogos oficiais com o Al-Nassr e Portugal.
O grande objetivo é claro: conquistar o título mundial com Portugal na América do Norte e igualar o feito do eterno rival Messi.
