Desportivamente: Messi encanta, Ronaldo protesta
Lionel Messi fez esta semana aquilo que, segundo o ex-colega Samuel Umtiti, faz parte do seu ADN: marcar – caso contrário, ficaria "insatisfeito". E foi precisamente isso que o jogador de 38 anos fez no 2-2 entre o Inter Miami e o Barcelona SC: arrancou desde o meio-campo, ultrapassou dois defesas e finalizou com classe. Ainda ofereceu uma assistência, cruzando para o recém-chegado Germán Berterame.
Oficialmente foi apenas um jogo de preparação, mas todos percebem: Messi está a voltar à melhor forma e prolongou a sua impressionante sequência de marcar por uma equipa profissional todos os anos desde 2005.
Cristiano Ronaldo, por sua vez, esteve sobretudo... ausente. O jogador de 41 anos falhou os dois últimos jogos da Liga pelo Al Nassr, insatisfeito com a situação de transferências e liderança do clube, bem como com o financiamento no sistema saudita. Ou seja: Messi soma minutos, lances e destaques dentro de campo; Ronaldo acumula sobretudo histórias fora das quatro linhas. Ainda assim, a sua eficácia mantém-se monstruosa: soma 17 golos em 18 jogos na Liga.
Importância para a equipa? Em Miami, Messi já se destaca na pré-época como maestro, omnipresente e a ligar todos os ataques – Mascherano fala numa melhoria visível, apesar do empate tardio.

No Al Nassr, o pequeno protesto de Ronaldo mostra como tudo gira à sua volta: quando não joga, fala-se menos da equipa e mais dele – seja em talk shows, comunicados da Liga ou opiniões de especialistas. O GOAT-o-Meter desta semana inclina-se ligeiramente para Messi, que brilhou em campo (golo + assistência + boa forma), enquanto Ronaldo deixou sobretudo uma ausência notada no relvado.
Fora de campo: Decisão de Capello; regresso ao Barça?
Messi venceu a semana no segmento “coração e história”: o Santos FC publicou uma foto de Messi com dois dos seus filhos – todos a segurar a lendária camisola 10 do Santos. Um presente do ex-colega do Barça Neymar, assinada e dedicada ao Thiago e ao Mateo. O Santos acompanhou com poesia: do "Príncipe" Neymar para o "Génio" Messi, com referência a Pelé como herança sagrada. É romantismo futebolístico em forma de camisola.
Junta-se a isto a novela do Barcelona, agora com contornos políticos: o candidato à presidência Victor Font afirma ter um projeto para reaproximar Messi do Barça, que deixaria o argentino "incrivelmente entusiasmado". O atual presidente, Joan Laporta, admite publicamente que a relação entre ambos está fria. E Messi? Segundo fontes próximas, pretende manter-se neutro nas eleições, não apoiar nenhum candidato e provavelmente nem votar. Ou seja: o nome mais poderoso da cidade assume o papel de árbitro, enquanto todos os outros tentam capitalizar a sua aura para a campanha.
Quanto a Ronaldo, o destaque fora de campo foi mais digno de série de suspense: boicote devido à postura do PIF, comunicado da Liga (“nenhum indivíduo toma decisões para além do seu clube”) e depois o regresso aos treinos – com publicação enigmática nas redes sociais, “Al Nassr Mentality” em fundo e emoji de dois dedos levantados.
Em paralelo, Fabio Capello entra na discussão GOAT: Ronaldo é um goleador e atleta excecional, mas não tem o “génio” de Messi, Maradona ou Ronaldo Nazário. Já Phil Jones faz o contraponto: para ele, o GOAT é Cristiano.
Perspetivas: Regresso da MLS e Ronaldo de volta
Para Messi e o Inter Miami, aproxima-se a hora da verdade: a 13 de fevereiro, último jogo de preparação frente ao Independiente de Valle do Equador em Porto Rico, antes da estreia na MLS, fora, diante do LAFC a 21 de fevereiro. A digressão de pré-época está com registo de 1-1-1 e, depois do 2-2 frente ao Barcelona SC, o foco está em ultrapassar o amargo golo sofrido nos instantes finais.
E Ronaldo? Terá terminado o protesto e deverá regressar no sábado frente ao Al Fateh. Antes disso, o Al Nassr teve uma deslocação ao Turquemenistão para defrontar o Arkadag na Liga dos Campeões asiática 2 – sem CR7.
