Alto - Senegal
A final da Taça das Nações Africanas deste ano ficará certamente na memória dos adeptos das duas equipas que lutaram pelo troféu: Marrocos e Senegal.
Os minutos finais do tempo regulamentar foram de cortar a respiração. Aos 90+2 minutos, o Senegal marcou, mas o golo foi anulado por falta. Aos 90+7 minutos, Marrocos beneficiou de uma grande penalidade após análise do VAR. Cinco minutos depois, os jogadores senegaleses abandonaram o relvado, indignados com a decisão do árbitro.
Regressaram nove minutos depois e, aos 90+24 minutos, Brahim Diaz assumiu a responsabilidade de converter o penálti que poderia ter dado a Marrocos o seu primeiro título em 50 anos. O remate à Panenka saiu desastroso.
Seguiu-se o prolongamento e foi o golo de Pape Gueye que decidiu o encontro, garantindo ao Senegal o segundo título nas últimas três edições da Taça das Nações Africanas.
Baixo - Real Madrid
Não é comum uma equipa vencedora aparecer nos pontos baixos, mas neste caso, a escolha prende-se menos com o resultado em campo e mais com o ambiente que se vive no clube.
Durante 90 minutos, os adeptos no Santiago Bernabéu assobiaram os próprios jogadores, mesmo quando o marcador mostrava 2-0 para o Real frente ao Levante. Parece que não foi tanto a derrota por 3-2 frente ao Barcelona na Supertaça, nem a eliminação da Taça do Rei (3-2 contra o Albacete) que levou os adeptos dos blancos ao limite, mas sim a forma como o clube decidiu separar-se do treinador Xabi Alonso.
O presidente Florentino Perez terá tomado partido pelos jogadores em vez do treinador, o que enfureceu os adeptos, que pediram a demissão do homem que lidera o clube há mais de 25 anos.
Entre os jogadores mais visados estiveram Jude Bellingham e Vinicius Jr, sendo que este último deixou no ar a possibilidade de não querer continuar no Bernabéu depois do verão.
Num registo um pouco mais positivo para o Real, Kylian Mbappé marcou o seu 50.º golo na LaLiga, feito alcançado em apenas 53 jogos, tornando-se o segundo jogador mais rápido a atingir esta marca, logo atrás de Cristiano Ronaldo em 2011 (51 jogos).
Alto - Manchester United
O Manchester United tem sido presença habitual entre os pontos baixos, mas desta vez merece plenamente o destaque positivo.
Com Michael Carrick ao comando, os Red Devils dominaram o rival City de forma muito mais clara do que o resultado de 2-0 indica.
As estatísticas mostram que o United dispôs de seis grandes oportunidades contra nenhuma do City, e o número de remates enquadrados também foi desequilibrado: 7-1. Carrick soma mais um grande triunfo ao seu percurso como treinador.
Baixo - Liverpool
Anfield é outro estádio onde os adeptos perderam a paciência. Depois de um verão em que o clube fez as duas contratações mais caras da história da Premier League, os adeptos esperavam nada menos do que a defesa do título conquistado na época passada.
No entanto, os Reds estão agora a 14 pontos do líder Arsenal, não venceram nenhum dos últimos quatro jogos da Premier League (quatro empates, o mais recente frente ao Burnley, 1-1), e estabeleceram um registo indesejado: são os primeiros campeões em título da Premier League a não conseguir vencer em casa nenhuma das três equipas recém-promovidas.
Alto - Michael Olise
Há duas épocas, destacava-se com a camisola do Crystal Palace. Agora, no Bayern Munique, é um dos melhores extremos do mundo.
Mesmo com poucos minutos em campo, Michael Olise tem um impacto enorme no rendimento da sua equipa. Quando entrou aos 57 minutos no duelo fora frente ao RB Leipzig, o resultado era 1-1. Depois, fez três assistências e ainda marcou um golo, numa vitória folgada do Bayern por 5-1.
O francês recebeu nota máxima (10) do Flashscore pela segunda vez nas últimas três jornadas!
Baixo - Tottenham Hotspur
A situação complicada do Tottenham faz-nos permanecer mais um pouco na Premier League. Os números são preocupantes: Thomas Frank é o treinador com pior registo do clube nos últimos anos, com uma média de apenas 1,32 pontos por jogo em todas as competições, e em casa, tem a percentagem de vitórias mais baixa de qualquer técnico dos Spurs desde 1992. Frank soma apenas duas vitórias em 11 jogos, uma taxa de sucesso de apenas 18%.
A derrota do fim de semana frente ao West Ham deixou-o à beira da saída e, ironicamente, o treinador que o derrotou, Nuno Espírito Santo, conseguiu tantas vitórias na Premier League no Tottenham Hotspur Stadium desde abril (duas) como o próprio Frank.
Multiplicam-se os rumores sobre uma possível demissão e um mau resultado frente ao Borussia Dortmund na Liga dos Campeões pode ser o golpe final.
Menções honrosas:
Para terminar, ficam alguns golos especiais do fim de semana que passou.
O primeiro surge na Taça da Escócia: Rangers frente ao Annan (5-0), com o marcador a ser fechado por um excelente livre de Thelo Aasgaard.
Shaqueel van Persie, filho de Robin van Persie, deixou a sua marca no futebol profissional ao apontar dois golos de grande qualidade frente ao Sparta Roterdão, apesar de a sua equipa, o Feyenoord, ter acabado por perder 4-3. Eis o seu golo de bicicleta:
A última paragem é em Stockport na League One, onde o Rotherham empatou na primeira parte graças a um autogolo insólito. O guarda-redes Hinchliffe aliviou a bola contra um colega e esta acabou dentro da própria baliza. Importa referir que o jogo terminou 3-2 para o Stockport, que também beneficiou de dois autogolos do adversário.
