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Desta vez, receber o Manchester City representa uma ameaça significativa para os Lilywhites, que podem terminar o fim de semana tão abaixo quanto a 16.ª posição na Premier League, caso os resultados de outros jogos também não lhes sejam favoráveis, ficando potencialmente a apenas cinco pontos dos três últimos lugares.
Rendimento abaixo do esperado do Tottenham está a tornar-se habitual
De certa forma, os londrinos do norte criaram esta pressão sobre si próprios, depois de uma série de exibições aquém do nível exigido na principal divisão inglesa.
O seu desempenho interno não se compara ao que conseguiram na Liga dos Campeões esta época, com a vitória no último dia frente ao Eintracht Frankfurt, na fase de grupos, a garantir-lhes o apuramento direto para as eliminatórias, após terminarem em quarto lugar.
Na verdade, essa vitória e outra frente ao Borussia Dortmund foram intercaladas por uma derrota caseira por 1-2 diante do rival londrino West Ham, e um empate 2-2 com outro candidato à descida esta época, o Burnley.
Vão defrontar um City que está agora apenas a quatro pontos do Arsenal no topo da tabela, depois de os Gunners terem sido surpreendentemente derrotados na última jornada por um Manchester United em recuperação.
400 vitórias para Guardiola em tempo recorde
A equipa de Pep Guardiola parece sempre atingir o seu melhor nível no início do ano, por isso os Lilywhites vão ter de se esforçar ao máximo para surpreender, algo que não está fora do seu alcance.
Tendo em conta que Guardiola alcançou a sua 400.ª vitória como treinador do City (em 569 jogos) em todas as competições, graças ao triunfo por 2-0 frente ao Galatasaray, é evidente que o catalão está novamente em grande forma, precisamente na fase decisiva da época, quando a máquina do City se torna quase imparável.
Para contextualizar este registo impressionante, Guardiola já venceu 180 jogos a mais no Manchester City do que qualquer outro treinador do clube, incluindo o lendário Les McDowall (1950-1963), e atingiu as 400 vitórias em mais de 100 jogos menos do que Àrsene Wenger (696), e quase 200 menos do que Sir Alex Ferguson (732).
A sua marca está há muito presente nos Cityzens, e talvez seja algo de que os responsáveis dos Spurs poderiam tirar ensinamentos.
Reações impulsivas da direção do Tottenham?
Thomas Frank, neste momento, parece apenas o mais recente alvo no banco, depois de Ange Postecoglou, Nuno Espírito Santo e Antonio Conte e outros, pois construir uma dinastia exige muito mais do que mudanças de treinador precipitadas a cada poucas épocas.
O Tottenham não venceu nenhum dos últimos cinco jogos da Premier League, somando três empates e duas derrotas, sendo já a quarta sequência de cinco ou mais jogos sem vencer nas últimas duas temporadas.
Se considerarmos que os Spurs só tiveram quatro sequências de cinco ou mais jogos sem vencer nas 12 épocas anteriores (de 2012/13 a 2023/24), percebe-se melhor o momento delicado que atravessam.
Curiosamente, é a jogar no Etihad Stadium que os londrinos do norte costumam mostrar o seu melhor, já que 14 dos últimos 15 golos marcados ao City aconteceram lá e não no Tottenham Hotspur Stadium – onde o rendimento caseiro tem sido um problema mais geral esta época.
Também pode surpreender saber que Pep Guardiola perdeu mais jogos de Liga frente ao Tottenham (oito) do que contra qualquer outro adversário na sua carreira de treinador.
Cantos continuam a ser uma arma dos Lilywhites
No histórico dos duelos diretos, ambas as equipas somam 69 vitórias e 37 empates, enquanto os Spurs venceram 30 dos 57 confrontos na era da Premier League, com o City a ficar atrás com apenas 19 triunfos.
Os visitantes somam 253 remates, apenas o 14.º registo mais elevado da divisão, pelo que Thomas Frank pode continuar a apostar nas bolas paradas, onde os Spurs têm sido especialmente eficazes, já tendo marcado 12 golos de canto esta época.

Também já marcaram 10 golos de cabeça, o que os coloca à frente do rival Arsenal como a equipa com mais golos de cabeça em 2025/26.
Com 13 marcadores diferentes até ao momento, só o Brighton tem mais jogadores a marcar, embora as duas equipas estejam empatadas no número de cartões amarelos, com ambos a partilhar 58 até agora.
Ambos os clubes enfrentam problemas de lesões
As lesões vão certamente influenciar o desenrolar do jogo, com Lucas Bergvall, Ben Davies, Rodrigo Bentancur, Richarlison, Mohammed Kudus, Dejan Kulusevski e James Maddison todos ausentes do lado dos visitantes.
Josko Gvardiol, Ruben Dias e John Stones também não vão estar disponíveis para os anfitriões, tal como Mateo Kovacic e Savinho, enquanto Jeremy Doku deverá ser sujeito a um teste físico de última hora para decidir se será ou não utilizado.
Oscar Bobb não vai integrar a convocatória, já que a sua transferência para o Fulham deverá estar concluída antes do fecho do mercado.
Antoine Semenyo e Marc Guehi devem manter os seus lugares, com Erling Haaland a procurar aumentar o registo de apenas um golo nos últimos seis jogos em todas as competições.

