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O elegante ex-Red Devil assume o comando da equipa principal pela primeira vez na sua segunda passagem como treinador, este sábado à hora de almoço, naquele que é, provavelmente, o maior jogo da época até agora para o United: o dérbi de Manchester.
Batismo de fogo para Michael Carrick
A equipa de Pep Guardiola chega a Old Trafford a seis pontos do líder da Premier League, o Arsenal, sabendo que mesmo uma vitória só os deixará, pelo menos temporariamente, a um triunfo dos Gunners.
Se saírem do Teatro dos Sonhos de cabeça baixa, o Arsenal pode aproveitar ao máximo quando entrar em campo no City Ground frente ao Nottingham Forest, ao final do dia deste sábado.
O que é certo é que Old Trafford vai estar completamente lotado e a fazer-se ouvir para receber de volta um dos seus ao lugar mais quente do futebol inglês. Talvez mesmo o lugar mais quente da Premier League neste momento, tendo em conta o quão mal as coisas têm corrido ao clube nas últimas épocas.
Michael Carrick vai perceber perfeitamente o desafio que tem pela frente até ao final da época, já que esta é a primeira temporada desde 1981/82 em que os Red Devils foram eliminados de ambas as taças nacionais logo à primeira tentativa.
United é uma das vítimas preferidas de Haaland
Ter um Erling Haaland em grande forma do outro lado, logo no seu primeiro jogo ao comando, provavelmente não era o que o treinador inglês imaginava para o início do seu reinado.
Isto porque o internacional norueguês participou em mais golos na Premier League frente ao Manchester United do que qualquer outro jogador do Manchester City (11 – oito golos, três assistências), continuando a ser uma autêntica dor de cabeça para o maior rival do City.
Na sua última visita, em outubro de 2023, Haaland bisou e ainda fez uma assistência, com o City a sair de Old Trafford com um triunfo por 3-0, mas a sua forma atual mostra apenas um golo nos últimos seis jogos em todas as competições, de penálti frente ao Brighton.
O novo reforço Antoine Semenyo também pode ter minutos, e o avançado não só já marcou em Old Trafford esta época, pelo Bournemouth, como também começou da melhor forma nos seus dois primeiros jogos pelo City, marcando em ambos (Exeter e Newcastle).
Falta de consistência para resolver
Como se não bastasse, o United ainda terá de estar atento a Phil Foden, que já soma sete golos frente ao Manchester United na sua carreira.
Há ainda a questão da consistência que Carrick terá de resolver.
O Manchester United já desperdiçou pontos depois de estar em vantagem em 14 ocasiões em 2025/26, só superado pelo Bournemouth (16), West Ham (15) e Chelsea (15).

Apesar de agora o contexto ser totalmente diferente, Carrick não perdeu nenhum dos três jogos em que foi treinador interino em 2021 (2 vitórias e 1 empate), e se conseguir pelo menos começar esta nova etapa de forma semelhante, os adeptos vão apoiá-lo desde o primeiro minuto.
Apesar de toda a conversa de Ruben Amorim, a verdade é que desde cedo se percebeu que não compreendia verdadeiramente o que significa ser treinador do Manchester United, e por isso nunca criou uma ligação real com os adeptos.
Forma atual do City preocupa Pep
Carrick não deverá ter esse problema, embora o peso da história e do legado de Sir Alex Ferguson continue a ser um fardo pesado para quem lhe sucedeu no banco.
Se os anfitriões procurarem sinais positivos, então o registo de Carrick como jogador frente ao City pode ser um deles.
Só venceu mais vezes na Premier League frente ao Sunderland (16) do que contra o City (24J, 13V, 3E, 8D).
Além disso, o City perdeu seis pontos nos últimos três jogos da Premier League, empatando com o Sunderland (0-0), Chelsea (1-1) e Brighton (1-1).
Os últimos três jogos do United também terminaram empatados – frente aos Wolves e Leeds (ambos 1-1) e frente ao Burnley (2-2) – sendo esta a sua maior sequência de empates desde 1992, quando empataram cinco jogos consecutivos.
Desde 2001 que duas equipas não se defrontavam na Premier League depois de ambas terem empatado os três jogos anteriores, e agora ambas precisam, mais do que desejam, dos três pontos deste encontro.
Bruno Fernandes, Diallo e Mbeumo de regresso
Do lado positivo para o United, Bruno Fernandes está de volta após lesão, sendo que apenas Haaland (12) e Igor Thiago participaram em mais golos na Premier League desde o início de novembro do que o português (10 – três golos, sete assistências).
Michael Carrick vai ainda poder contar novamente com Amad Diallo e Bryan Mbeumo, que estiveram ao serviço das suas seleções na CAN.
Benjamin Sesko também parece ter reencontrado o caminho dos golos, e com Rúben Dias, Josko Gvardiol e John Stones ausentes da defesa do City, pode haver oportunidades para os avançados do United.
No que toca ao registo frente a frente, embora o United tenha vencido dois dos últimos três jogos disputados no Etihad Stadium em todas as competições, não vence o City em Old Trafford desde janeiro de 2023 – já lá vão nove dérbis.
Em quatro dos últimos cinco jogos em casa frente ao City para a liga, os Red Devils não marcaram – incluindo os dois mais recentes – e desde o período entre 1911 e 1914 que não ficam três ou mais jogos caseiros sem marcar frente ao rival.
Já passaram 53 anos desde que o Manchester United não marcou em ambos os jogos da liga frente ao City na mesma época, e os visitantes de sábado já venceram mais jogos fora frente ao Manchester United na Premier League do que qualquer outra equipa (nove).

