Carrick elogia vitória no dérbi mas alerta equipa para não se deixar levar pelo entusiasmo

Michael Carrick com Matheus Cunha
Michael Carrick com Matheus CunhaPhil Noble / Reuters

Michael Carrick não se deixou levar pelo entusiasmo, mas depois de devolver parte da magia perdida ao Manchester United, numa emocionante vitória por 2-0 frente ao Manchester City, este sábado, quem duvidava que ele pudesse ser o salvador do clube pode estar a reconsiderar.

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A segunda passagem do antigo médio como treinador interino não podia ter começado melhor, com os golos de Bryan Mbeumo e Patrick Dorgu a desencadear celebrações eufóricas em Old Trafford.

Não foi apenas o resultado final – um registo que colocou provisoriamente o United no top quatro da Premier League – foi a exibição que evidenciou o impacto que Carrick teve em apenas alguns dias.

Foi um verdadeiro domínio. O City esteve muito aquém e, não fossem três golos anulados, os ferros e algumas defesas incríveis do seu guarda-redes Gianluigi Donnarumma, teria sofrido a pior derrota frente ao rival desde 1995.

"Os adeptos têm estado privados disto nos últimos anos. Sei que foi apenas uma exibição, mas acho que todos puderam ver o quão entusiasmante esta equipa pode ser", disse Wayne Rooney, melhor marcador da história do United e antigo colega de Carrick, à Sky Sports.

"Ouvimos toda a gente, especialmente nós, ex-jogadores, falar sobre o ADN do United e isto mostrou exatamente o que é", acrescentou.

Carrick, que permaneceu invicto nos seus três jogos como treinador interino em 2021, voltou a ser chamado após o despedimento de Ruben Amorim este mês e terá até ao final da época para tentar garantir o cargo de forma definitiva.

Se a exibição deste sábado, cheia de ousadia ofensiva, solidez defensiva e energia, servir de referência, os proprietários do clube terão certamente uma decisão fácil a tomar.

Contudo, têm existido muitos falsos recomeços nas últimas épocas e Carrick – que conquistou cinco títulos da Premier League e a Liga dos Campeões pelo United como médio de classe durante a era vitoriosa de Alex Ferguson – sabe que isto é apenas o início.

"Não quero deixar-me levar com essa questão do ADN, acho que queríamos era jogar bem hoje", afirmou o antigo treinador do Middlesbrough.

"Queríamos colocar em prática no jogo aquilo que achámos que nos podia ajudar a conseguir isso. Sentimos que tínhamos perigo nas transições com bola, mas, na verdade, quando tínhamos posse, achei que parecíamos sempre perigosos. No geral, não podíamos pedir mais. Os jogadores deram absolutamente tudo de tantas formas", acrescentou.

Carrick fez cinco alterações ao seu onze inicial em relação à equipa que perdeu com o Brighton, na terceira ronda da Taça de Inglaterra, no fim de semana passado, com Amad Diallo e Mbeumo de regresso após a Taça das Nações Africanas e o defesa Harry Maguire também de volta.

De destacar ainda que deu a primeira titularidade na Liga esta época ao médio inglês Kobbie Mainoo.

"Assimilaram tudo taticamente e, depois, emocionalmente, conseguimos lidar com isso, exatamente como esperávamos", disse Carrick.

"Disse ontem, este é um lugar mágico e hoje foi mesmo, todos sentimos isso", acrescentou.

Carrick terá nova oportunidade para reforçar a sua candidatura no próximo fim de semana, quando o United defrontar o líder da Premier League, o Arsenal.