Destaques da Premier League: Manchester City vence em Anfield e Carrick reforça candidatura

Silva iniciou a reviravolta do City em Anfield
Silva iniciou a reviravolta do City em AnfieldProfimedia

O Manchester City manteve a luta pelo título da Premier League em aberto com uma reviravolta dramática nos minutos finais, conseguindo uma rara vitória fora frente ao Liverpool este domingo, e ficando a seis pontos de distância do líder Arsenal.

Esta derrota foi mais um duro golpe nas aspirações do Liverpool de garantir um lugar na Liga dos Campeões, ao perder ainda mais terreno para um Manchester United revitalizado sob o comando de Michael Carrick.

As esperanças do Newcastle de terminar entre cinco primeiros parecem agora desvanecer-se, já que a derrota caseira por 2-3 frente ao Brentford agravou ainda mais uma semana difícil para os homens de Eddie Howe.

A AFP Sport destaca três pontos de interesse do fim de semana da Premier League:

City quebra maldição de Anfield

O capitão do City, Bernardo Silva, admitiu que a luta pelo título ficaria decidida caso perdessem em Anfield. Quando faltavam seis minutos para o fim e o City estava prestes a sofrer mais uma derrota fora frente ao Liverpool, o internacional português deu início a um final caótico que vai deixar os adeptos do Arsenal preocupados.

O golo do empate de Bernardo Silva foi rapidamente seguido pelo penálti ganho por Matheus Nunes e convertido por Erling Haaland já nos descontos, permitindo ao City vencer perante público em Anfield pela primeira vez desde 2003.

Haaland celebra
Haaland celebraReuters

"Finalmente vencemos em Anfield. Tudo o que podemos fazer é ser corajosos. Estar no encalço do Arsenal e, se eles escorregarem, aproveitar", afirmou Pep Guardiola, cuja única vitória anterior ali tinha acontecido durante o período de restrições devido à pandemia.

Os gunners, que venceram o Sunderland por 3-0 no sábado, continuam a ser os principais favoritos a conquistar o título pela primeira vez em 22 anos.

No entanto, o City pode agora aumentar a pressão sobre os líderes, reduzindo a diferença para três pontos em casa frente ao Fulham na quarta-feira, 24 horas antes do Arsenal visitar o Brentford, que atravessa um bom momento.

Carrick impõe-se

O United já viveu situações semelhantes, em que uma antiga glória mudou de imediato o rumo do clube poucas semanas após assumir o comando interino. Os red devils querem aprender com a experiência da nomeação de Ole Gunnar Solskjaer em 2019, mas o caso de Carrick é difícil de ignorar.

O United soma quatro vitórias consecutivas desde que o antigo treinador do Middlesbrough assumiu o comando no mês passado — algo que Ruben Amorim não conseguiu durante 14 meses pouco felizes no cargo. O Tottenham foi facilmente ultrapassado por 2-0 em Old Trafford no sábado, sofrendo a primeira derrota em nove jogos frente ao United.

"O Carrick chegou com as ideias certas, dando aos jogadores responsabilidade e liberdade no relvado. Ele sabe o que significa vencer neste clube. Acrescenta algo especial à equipa", afirmou o capitão Bruno Fernandes.

A "dura realidade" de Howe no Newcastle

Howe reconheceu que tem de travar uma queda preocupante que deixou o Newcastle preso na metade inferior da tabela. Uma sequência de apenas uma vitória em oito jogos fez com que os magpies vissem a defesa da Taça da Liga ser terminada de forma clara pelo City, falhassem o apuramento direto para os oitavos de final da Liga dos Campeões e caíssem para o 12.º lugar na tabela.

"Para mim, há uma dura realidade. Acho que tenho de trabalhar melhor, tenho de fazer mais. Tenho de assumir total responsabilidade por tudo o que se vê no relvado e encontrar soluções", disse Howe.

O técnico de 48 anos tem muito em que pensar sobre se atingiu o melhor possível em Tyneside. Apesar do apoio do fundo soberano saudita, o Newcastle tem sido travado pelas regras de sustentabilidade financeira, o que tem deixado Howe frustrado por não conseguir reforçar o plantel no mercado de transferências.

Desde que assumiu o comando há pouco mais de quatro anos, já garantiu por duas vezes a presença na Liga dos Campeões e conquistou o primeiro troféu nacional do clube em 70 anos. No entanto, tem sido apontado como possível sucessor de Thomas Tuchel como selecionador de Inglaterra após o Mundial-2026 e não quererá ver a sua reputação manchada por um final de época negativo.